Economia

PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026, puxado pela agropecuária

O resultado veio em linha com a expectativa do mercado financeiro, que projetava alta entre 0,4% e 0,5%

Agropecuária: setor puxou alta do PIB no 2º trimestre de 2026.  (Cristiano Mariz/Exame)

Agropecuária: setor puxou alta do PIB no 2º trimestre de 2026. (Cristiano Mariz/Exame)

Publicado em 1 de setembro de 2026 às 09h01.

Última atualização em 1 de setembro de 2026 às 11h23.

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, segundo dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgados nesta terça-feira, 1º, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio em linha com a expectativa do mercado financeiro, que projetava alta entre 0,4% e 0,5%.

ENTENDA: Os 4 pontos para entender por que o PIB cresceu 0,5% no 2º tri de 2026

O PIB totalizou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre de 2026, sendo R$ 2,9 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 487,9 bilhões, aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

Na comparação com o 2º trimestre de 2025, o ritmo da economia avançou 2,0%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB registrou elevação de 1,9%. No primeiro semestre de 2026, o PIB cresceu 1,9% frente ao mesmo período do ano passado.

Pela ótica da produção, destaque para a agropecuária, que cresceu 2,8% no trimestre. Serviços avançou 0,2% e indústria, 0,1%.

Por que o PIB cresceu

Pela ótica da produção, os três setores tiveram resultado positivo, mas com desempenho bem desigual. A agropecuária liderou, com alta de 2,8% no trimestre, resultado puxado por um bom desempenho da pecuária e por safras de soja e café, que compensaram a queda em arroz, algodão e milho. Serviços cresceu 0,2% e Indústria, 0,1%, com o avanço industrial sustentado pelas indústrias extrativas (+3,4%), enquanto indústrias de transformação (-0,4%) e Construção (-0,4%) recuaram.

Nos Serviços, os destaques foram Informação e comunicação (2,1%) e Transporte, armazenagem e correio (1,1%). Comércio e Outras atividades de serviços ficaram estáveis, enquanto Administração pública (-0,4%) e Atividades financeiras (-0,3%) tiveram queda.

Pela ótica da demanda, o cenário foi mais misto que no trimestre anterior. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador de investimentos, cresceu 1,2%, e o Consumo do Governo avançou 0,4%. Já o Consumo das Famílias — componente de maior peso no PIB — recuou 0,4% no trimestre, sinalizando a desaceleração que o mercado já vinha antecipando após o forte início de ano, em meio aos efeitos dos juros elevados.

No setor externo, as exportações de bens e serviços caíram 0,8%, enquanto as importações subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre.

Comparação com 2025

Na comparação com o 2.º trimestre de 2025, o destaque também foi a agropecuária, com salto de 6,8%, beneficiada pela extração de petróleo e gás (indústrias extrativas +12,0%) e por produtos da lavoura. Indústria e serviços avançaram 1,5% cada, com todos os subsetores de serviços em terreno positivo, com destaque para informação e comunicação (+8,4%).

Nessa base de comparação, o consumo das famílias cresceu 0,5% e o consumo do governo, 3,1%. Exportações e importações avançaram 3,8% e 5,5%, respectivamente.

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