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Da Redação
Publicado em 9 de outubro de 2008 às 11h16.
Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE mostram que o volume de vendas do comércio varejista do país voltou a cair em junho, ao registrar variação de 2,05% sobre junho de 2001. Com este resultado, o setor fecha o primeiro semestre apresentando quedas de 0,85% e 1,50% nos indicadores acumulados no ano e nos últimos 12 meses, respectivamente.
Já a receita nominal de vendas permaneceu com resultados positivos: 4,19% sobre junho do ano passado, 5,16% no acumulado do primeiro semestre, e 4,47% no acumulado dos últimos 12 meses.
Das cinco atividades que compõem o indicador geral do comércio varejista, quatro assinalaram, em junho, resultados negativos. As taxas de variação sobre igual mês de 2001 foram de -1,92% para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; -7,23% em tecidos, vestuário, e calçados; -2,10% em combustíveis e lubrificantes; e -1,62% para demais artigos de uso pessoal e doméstico. As quedas dos dois primeiros segmentos responderam por cerca de 80% da taxa global do varejo. O único resultado positivo ocorreu em móveis e eletrodoméstico (2,15%).
Dos 27 estados, 17 reduziram o volume de vendas na relação mês/igual mês do ano anterior. As maiores quedas foram: Acre (-11,07%), Rondônia (-9,37%), Alagoas (-9,05%), Mato Grosso (-9,03%), Goiás (-7,92%) e Distrito Federal (-7,83%). Porém, as taxas negativas com maiores impactos na formação do resultado geral do setor foram as de São Paulo (-1,41%), Rio Grande do Sul (-4,20%), Paraná (-4,46%); e Bahia (-4,20%). Dos estados com crescimento, destacaram-se Amapá (17,63%), Piauí (10,33%) e Tocantins (9,72%).
Quanto aos estados mais representativos do varejo nacional, a queda no volume de vendas não atingiu apenas São Paulo (-1,41%), como também o Rio de Janeiro (-0,44% sobre junho do ano passado). No acumulado do primeiro semestre de 2002, entretanto, o varejo do Rio de Janeiro apresentou-se positivo, com crescimento de 1,19% no seu volume de vendas em relação ao mesmo período do ano anterior. Na mesma comparação, o varejo paulista retraiu-se em 1,29%.