Economia

Venda de materiais sustentou PIB da construção, diz FGV

As vendas de materiais de construção no varejo cresceram 6,8% no primeiro semestre de 2013 ante o mesmo período de 2012


	Construção: o PIB da construção avançou 1,4%
 (Creative Commons/Flickr)

Construção: o PIB da construção avançou 1,4% (Creative Commons/Flickr)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2013 às 18h15.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - As vendas de materiais de construção no varejo impulsionaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil em 2013, de acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos da construção da Fundação Getulio Vargas (FGV). "O consumo das famílias está mostrando um dinamismo maior", disse.

A pesquisadora explicou que, apesar do quadro mais adverso da economia brasileira, a renda e o emprego ainda se mantiveram em bons níveis nos últimos meses, mantendo consistente a demanda por materiais de construção para reformas e ampliações domésticas. "O crédito para financiar a compra de materiais também tem um peso muito importante para incentivar a demanda", completou.

As vendas de materiais de construção no varejo cresceram 6,8% no primeiro semestre de 2013 ante o mesmo período de 2012, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, o PIB da construção aumentou 1,4%. Já no segundo trimestre, houve alta de 3,8% em comparação com o primeiro trimestre deste ano e de 4,0% ante o mesmo intervalo de 2012, divulgou a instituição nesta sexta-feira, 30.

Ana Maria observou, por outro lado, que os níveis de atividade econômica no mercado imobiliário e nas obras de infraestrutura estão baixos. O número de trabalhadores empregados em obras residenciais e comerciais caiu 0,1% no primeiro semestre deste ano, pois as incorporadoras ainda estão terminando obras antigas, enquanto as obras novas estão sendo iniciadas em um ritmo mais lento. Já no setor de infraestrutura, o total de empregados aumentou 1,5%, o que mostra uma leve recuperação no ritmo de execução das obras públicas, segundo a pesquisadora.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasComércioVarejoPIBPIB do BrasilFGV - Fundação Getúlio VargasMateriais de construção

Mais de Economia

Governo amplia teto de financiamento do Move Brasil para motoristas de táxi e app de até R$ 200 mil

Com reforma tributária, PMEs vão operacionalizar cashback – só não se sabe como

‘Não vai funcionar aumentar carga tributária, é preciso controlar gasto’, diz Mansueto

Reforma Tributária muda prazo do Simples Nacional: empresas têm até setembro para aderir