Economia

Prévia do PIB: IBC-Br cai 0,2% em julho com recuo do agro

Parte relevante do PIB brasileiro, a agropecuária teve queda de 1,2% em julho; apesar de trimestre fraco, o ICB-Br avançou 1,5% em 2026

Banco Central: o órgão divulgou nesta quarta-feira, 16, a prévia do PIB (Pedro França/Agência Senado/Flickr)

Banco Central: o órgão divulgou nesta quarta-feira, 16, a prévia do PIB (Pedro França/Agência Senado/Flickr)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 16 de setembro de 2026 às 09h10.

Última atualização em 16 de setembro de 2026 às 09h18.

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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um termômetro da economia brasileira e uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,2% em julho de 2026 ante junho, na série com ajuste sazonal. O resultado foi divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira, 16, e veio acompanhado de queda de 1,2% na agropecuária, setor com participação de 6,1% no índice.

Essa queda de 0,2% é pior que a previsão do mercado, divulgada por pesquisa da Reuters, de 0,1%.

No entanto, a retração de julho foi menor que a registrada no mês anterior. Em junho, o IBC-Br havia recuado 0,6%, pressionado principalmente pela indústria, que caiu 1,4%, e pelos serviços, com retração de 0,5%.

Em julho, a indústria também teve desempenho negativo, com queda de 0,4%, enquanto os serviços, maior setor do PIB brasileiro, não tiveram alteração.

No trimestre encerrado em julho, o indicador caiu 0,3% em relação aos três meses terminados em abril. Apesar do desempenho mais fraco no período, o IBC-Br acumula alta de 1,5% em 2026, mesmo percentual registrado nos 12 meses encerrados em julho.

Setores que cresceram e que diminuíram em julho

A agropecuária foi o setor que mais recuou em julho, com queda de 1,2% em relação a junho. A indústria teve baixa de 0,4%, enquanto os serviços, que representam 59,7% do peso do IBC-Br, ficaram estáveis.

Os impostos recuaram 0,2%, e o IBC-Br que exclui a agropecuária caiu 0,1% no mês.

Na comparação com julho de 2025, porém, os principais setores registraram crescimento. A agropecuária avançou 3,7%, os serviços cresceram 1,3% e a indústria teve alta de 0,5%. No mesmo intervalo, o IBC-Br subiu 1,1%.

Balanço geral da economia brasileira

O resultado de julho ocorre após um mês de retração mais forte e deixa o indicador em terreno negativo no trimestre. Entre maio e julho, o IBC-Br recuou 0,3% em relação aos três meses anteriores.

A agropecuária caiu 0,6% no trimestre, enquanto a indústria recuou 0,5% e os serviços diminuíram 0,2%. No acumulado do terceiro trimestre em relação ao segundo, o chamado carregamento estatístico aponta queda de 0,7%.

Apesar da fraqueza recente, o desempenho acumulado permanece positivo. O IBC-Br avançou 1,5% no ano corrente e também 1,5% nos 12 meses até julho. Nesse período, a agropecuária cresceu 2,3%, os serviços, 1,9%, e a indústria, 0,7%.

O que é o IBC-Br?

O IBC-Br é um indicador criado pelo Banco Central para acompanhar o desempenho da economia brasileira de forma mais rápida e frequente. O índice reúne informações de setores como indústria, comércio, serviços e agropecuária e é divulgado mensalmente.

Por ter frequência mensal e ser divulgado cerca de 45 dias após o mês de referência, o indicador permite uma leitura mais rápida da atividade econômica. O próprio BC o classifica como um indicador complementar ao Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto o PIB oferece uma visão consolidada da economia, o IBC-Br ajuda a acompanhar com maior rapidez o comportamento da atividade econômica no período mais recente.

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