UE está preocupada com salvaguarda ao vinho brasileiro

As medidas poderiam afetar as importações a partir da Europa

Bruxelas - A União Europeia manifestou ao Brasil preocupação diante da possibilidade de o país adotar medidas de salvaguarda para proteger a produção nacional de vinho, o que poderia afetar as importações a partir da Europa.

O comissário de Agricultura europeu, Dacian Ciolos, enviou uma carta às autoridades brasileiras em 15 de março, expressando de sua apreensão pela investigação iniciada nesse país para determinar se deve atuar para proteger a produção vinícola nacional e as possíveis medidas de salvaguarda sobre o vinho importado, revelaram nesta terça-feira à Agência Efe fontes comunitárias.

Nesta terça, o governo do Brasil publicou uma circular a partir da Secretaria de Comércio Exterior anunciando a abertura de uma investigação para apurar o assunto, o que afeta os vinhos engarrafados de qualquer origem, exceto de Israel, por acordos firmados, e dos demais países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai).

'Os serviços da Comissão já informaram às autoridades brasileiras que a UE é uma parte interessada nesta investigação', indicaram as fontes europeias.

Eles garantiram que a Comissão Europeia está analisando todos os elementos do caso e até o dia 24 de abril irá remeter as observações técnicas às autoridades do Brasil.

O Chile, o principal abastecedor de vinhos do Brasil, também anunciou que prepara para essa data seus argumentos de defesa.

A Direção de Relações Econômicas Internacionais (Direcon) chilena explicou na semana passada que entregará os argumentos ao Departamento de Defesa Comercial (Decom) do Ministério da Indústria e do Comércio Exterior brasileiro, de acordo com os prazos do processo que estabelece a legislação do país.

Em caso de o Brasil decidir igualmente estabelecer essas proteções, o Chile poderia, em princípio, protestar diante da Organização Mundial do Comércio (OMC), revelou a Direcon.

Os produtores brasileiros de vinho manifestaram sua confiança de que as salvaguardas estudadas pelo governo às importações de vinhos estrangeiros permitam reorganizarem-se pelo período de três anos, a fim de aumentar sua competitividade no mercado interno.

O presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Raimundo Paviani, indicou em entrevista à Efe em 26 de março que o objetivo dos produtores de seu país é a imposição de cotas que impeçam que os vinhos estrangeiros se apoderem do mercado potencial que surgirá no Brasil nos próximos anos.

Conforme a organização, o Brasil importou 75,3 milhões de litros de vinho em 2010, dos quais 26,5 milhões do Chile, 18 milhões da Argentina, 13 milhões da Itália e 8 milhões de Portugal. 

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