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Trump pode ser como Dilma na economia, diz Washington Post

"As políticas que ele propõe são muito similares às de Dilma Rousseff", diz o texto assinado por Max Ehrenfreund no jornal americano.

São Paulo - Os planos econômicos de Donald Trump são parecidos com os de Dilma Rousseff e podem levar a uma crise lá assim como aqui.

É o que diz uma reportagem publicada hoje pelo Wonkblog do Washington Post, um dos mais prestigiados jornais americanos.

"Mais do que a plataforma de qualquer outro político americano, a agenda de Trump para a economia lembra a de políticos populistas lá fora. Em particular, as políticas que ele propõe são muito similares às de Dilma Rousseff", diz o texto assinado por Max Ehrenfreund.

Um exemplo é a expansão fiscal. Trump promete cortes de impostos e um grande programa de infraestrutura, enquanto alguns economistas apontam que isso pode causar mais déficit e inflação.

Dilma promoveu desonerações e crédito subsidiado para grandes empresas sem cortes equivalentes de gastos, o que levou a uma crise fiscal, estouro da inflação e recessão.

Trump é um crítico duro de acordos comerciais e já ameaçou aplicar tarifas altas sobre produtos estrangeiros, enquanto Dilma também levou a um maior fechamento da economia brasileira.

Claro que as diferenças são enormes. Os Estados Unidos têm uma economia mais diversa e muito mais margem para se endividar com o mercado financeiro, enquanto o Brasil teve que lidar com obstáculos extras como a Lava Jato e a queda das commodities.

Além disso, ninguém sabe até que ponto Trump vai conseguir (ou querer) tirar do papel a parte mais polêmica da sua agenda.

Trump e Dilma já haviam sido comparados por Marcos Troyjo, economista que dirige o BRICLab da Universidade Columbia em Nova York, em entrevista para EXAME.com na manhã seguinte da eleição.

"Levar essa visão de mundo do Trump para a Casa Branca é o equivalente do que aconteceu quando a Dilma levou para o Planalto e para o coração da economia brasileira a Nova Matriz Econômica. É você querer que os EUA cresçam com uma espécie de nacionalização do capital industrial ao contrário de uma estrutura de cadeias de produção global. É achar que os EUA vão ganhar mais competitividade se tornando mais protecionistas; isso vai gerar um efeito desagregador para os americanos tão grande quanto a Nova Matriz deixou no Brasil."

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