Tendência de alta da Selic deve ser curta e intensa, avalia economista

Com a nova taxa e as novas sinalizações do comunicado, o mercado já começa a rever suas projeções

Nesta quarta-feira (17), ao elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 pontos, para 2,75%, o Comitê de Política Monetária do Banco Central iniciou um ciclo altista de juros que, na avaliação de economistas ouvidos pela EXAME, deve ser curto e intenso. A demonstração de preocupação com a meta de inflação ainda em 2021, segundo os especialistas, também é uma sinalização positiva ao mercado.

Para o economista Arthur Mota, da Exame Invest PRO, braço de análise de investimentos da Exame, a alta acima das expectativas se explica pelo abandono do foward guidance na última reunião, em janeiro, quando o Copom "recuperou a prerrogativa de surpreender o mercado" que, segundo ele, deve reagir positivamente ao comunicado desta quarta.

Mesmo em um cenário em que 2022 é mais importante, o comunicado do Copom deixa claro que existe uma preocupação em atingir a meta de inflação já em 2021. Isso é muito positivo. A indicação de que haverá uma nova alta de 0,75 pontos na próxima reunião não deixa dúvidas para o mercado, o que é um aumento de transparência bastante positivo.

Arthur Mota, da Exame Invest PRO, braço de análise de investimentos da Exame

Mota analisa que a subida de 75 pontos-base, combinada ao compromisso de uma alta "da mesma magnitude" na próxima reunião, indica que o ciclo altista dos juros não deve durar tanto quanto poderia. "A leitura global é que o COPOM quer fazer um ciclo altista mais curto e intenso, ao invés de ter um ciclo mais longo e a conta-gotas", avalia o economista.

Com a nova taxa e as novas sinalizações do comunicado, o mercado já começa a rever suas projeções. Economista-chefe da Ativa Investimento, Étore Sanchez prevê, além da próxima elevação em maio, outras duas, de 50 pontos-base, fechando o ano uma Selic de 4,5% - antes, a previsão era de 3,5%. Com isso, o horizonte de inflação para o final do ano também caiu de 3,2% para 3%, e o PIB, de 2,9% para 2,7%.

 

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