Economia

Taxa de desemprego dos EUA cresce 0,1% em agosto

A principal fonte de geração de emprego foi a indústria, que teve 36 mil novos postos de trabalho

Desemprego: o crescimento foi abaixo das expectativas (Jonathan Ernst/File Photo/Reuters)

Desemprego: o crescimento foi abaixo das expectativas (Jonathan Ernst/File Photo/Reuters)

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EFE

Publicado em 1 de setembro de 2017 às 13h08.

Washington - Com 156 mil postos de trabalho gerados em agosto, a taxa de desemprego dos Estados Unidos cresceu 0,1%, ao passar dos 4,3% em julho para 4,4%, informaram nesta sexta-feira as autoridades federais.

Segundo os dados divulgados pelo Departamento de Trabalho, o crescimento foi abaixo das expectativas, já que os analistas esperavam cerca de 200 mil novos empregos em agosto.

A principal fonte de geração de emprego foi a indústria, que teve 36 mil novos postos de trabalho, seguidos de outros 28 mil no setor de construção.

Por outro lado, vale destacar que o relatório não inclui os efeitos do furacão Harvey, que na semana passada alagou o sul do Texas e parte da Louisiana, provocando grandes perdas econômicas que ainda não foram calculadas com exatidão.

Além disso, o Departamento de Trabalho revisou para baixo sua estimativa de quantos empregos foram gerados em julho e junho, com um total de 32 mil empregos a menos entre os dois meses.

Agora, calcula-se que foram criados 189 mil postos de trabalho em julho - frente aos 209 mil estimados anteriormente - e que em julho foram 210 mil, contra os 222 mil do primeiro cálculo.

Os salários por hora média subiram 3 centavos em agosto, alcançando os US$ 26,39; 2,5% a mais que há um ano.

Este dado é positivo, já que os economistas mostraram sua preocupação pelo baixo ritmo de crescimento dos salários dos trabalhadores, apesar de a taxa de desemprego estar próxima aos níveis próprios do pleno emprego.

No entanto, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) considera saudável um aumento anual dos salários de 3,5%.

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