Economia

Samaras reafirma que tentará renegociar plano de resgate

Para isso, o líder conservador que venceu as eleições gregas considerou "necessária" a formação de um governo de "salvação nacional"

"Ontem disse que a Grécia respeita sua assinatura. Ao mesmo tempo queremos a renegociação do plano de resgate", disse Antonis Samaras (Oli Scarff/Getty Images)

"Ontem disse que a Grécia respeita sua assinatura. Ao mesmo tempo queremos a renegociação do plano de resgate", disse Antonis Samaras (Oli Scarff/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de junho de 2012 às 10h59.

Atenas -  O líder do Nova Democracia (ND) e vencedor das eleições gregas, Antonis Samaras, afirmou nesta segunda-feira que seu eventual governo respeitará os pactos com a União Europeia (UE), mas que buscará a "renegociação" dos termos das medidas de austeridade em troca das ajudas internacionais.

"Ontem disse que a Grécia respeita sua assinatura. Ao mesmo tempo queremos a renegociação do plano de resgate", manifestou o político conservador em entrevista coletiva em Atenas.

Para isso, considerou "necessária" a formação de um governo de "salvação nacional com a participação do maior número possível de partidos".

O ND obteve pouco mais de 29% dos votos no pleito de ontem, o que significa que receberá 129 cadeiras das 300 do Parlamento heleno, e por isso necessita do apoio de alguma outra formação, provavelmente os social-democratas do Pasok, que conseguiram 33 cadeiras.

Após a primeira reunião para formar governo, com os esquerdistas do Syriza (que alcançaram 26,9% dos votos e 71 cadeiras), Samaras constatou seu fracasso, mas assegurou que continuará com seus "esforços" para pactuar um Executivo.

O líder do Syriza, Alexis Tsipras, assegurou que em caso de renegociação do memorando de medidas de austeridade, como prometeu Samaras antes das eleições, o Syriza "se manterá em contato permanente" com o líder do ND.

Ainda hoje, Samaras manterá uma reunião com o líder do Pasok, Evangelos Venizelos.

Acompanhe tudo sobre:EuropaPiigsUnião EuropeiaCrises em empresasGréciaCrise gregaEleições

Mais de Economia

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 5ª vez consecutiva

Após ata, aposta por corte de 0,5 ponto na Selic em março ganha força

Carlos Antonio Rocca, fundador do Cemec-Fipe, morre aos 85 anos

R$ 88 bi do PIB e 640 mil empregos: os impactos do fim da escala 6x1