Queda nas exportações aumenta pressão no Japão

Déficit comercial do Japão de US$ 11,4 bilhões em novembro foi o maior em dez meses

Tóquio – As exportações do Japão caíram pelo sexto mês seguido em novembro ante o ano anterior, colocando ainda mais pressão sobre o banco central do país para expandir o estímulo monetário vigorosamente.

O déficit comercial do Japão de 953,4 bilhões de ienes (11,4 bilhões de dólares) em novembro foi o maior em dez meses, à medida que a crise da dívida soberana da Europa e uma forte queda nas exportações para a China prejudicaram a demanda externa e colocaram a economia japonesa, a terceira maior do mundo, em recessão neste ano.

Dados publicados nesta quarta-feira pelo Ministério das Finanças mostraram uma queda anual de 4,1 por cento nas exportações, após um declínio de 6,5 por cento em outubro na comparação anual. Mas a queda foi menor que a mediana das previsões de pesquisa da Reuters de declínio anual de 5,4 por cento.

Os fracos dados favorecem o jogo do próximo primeiro-ministro, Shinzo Abe, que tem feito campanha por mais ação monetária agressiva para animar a economia.

Os dados foram publicados enquanto o Banco do Japão, o banco central do país, iniciava sua reunião de dezembro, e é amplamente esperado que a autoridade monetária anuncie medidas de estímulo na quinta-feira.

As exportações para a China caíram 14,5 por cento no ano até novembro, o sexto mês consecutivo de declínio anual, levando o valor das exportações para a China para abaixo do montante dos Estados Unidos.

As exportações para a Europa recuaram 19,9 por cento em novembro ante o ano anterior, ao passo que a crise da dívida soberana do continente, alto desemprego e recessão feriram a demanda.

Os embarques para os Estados Unidos subiram 5,3 por cento em novembro segundo a base anual, mais rapidamente que o aumento de 3,1 por cento em outubro, devido a exportações maiores de automóveis e autopeças.