Economia

Programa de estímulo do BCE deve seguir até setembro de 2016

Mario Draghi sugeriu também que existe a possibilidade de o programa ser estendido para depois desse prazo


	Presidente do Banco Central Europeu: Draghi sugeriu também que existe a possibilidade de o programa ser estendido para depois desse prazo
 (Daniel Roland/AFP)

Presidente do Banco Central Europeu: Draghi sugeriu também que existe a possibilidade de o programa ser estendido para depois desse prazo (Daniel Roland/AFP)

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Da Redação

Publicado em 3 de junho de 2015 às 11h16.

São Paulo - Embora a economia da zona do euro tenha dado sinais de recuperação nos últimos meses, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse nesta quarta-feira que o programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) da instituição, que prevê a compra mensal de 60 bilhões de euros em ativos, deve seguir até setembro em 2016, para quando está previsto o seu término.

Draghi sugeriu também que existe a possibilidade de o programa ser estendido para depois desse prazo, "até que seja possível ver um ajuste sustentável no ritmo da inflação ao consumidor que seja consistente com nossa meta (de algo ligeiramente abaixo de 2,0%)".

Com isso, a política monetária seguirá guiada pelas tendências do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês, disse o presidente do BCE, acrescentando que as flutuações dos preços também não sairão do radar.

O discurso de Draghi ocorre pouco depois de o BCE anunciar a manutenção da sua política monetária, com as taxas básicas de juros inalteradas em níveis historicamente baixos, conforme o esperado pela maioria dos analistas.

A taxa de refinanciamento, que é a referência, permaneceu em 0,05%, enquanto a taxa de depósitos overnight seguiu em -0,20%.

Com a expectativa de que o programa continue até pelo menos setembro de 2016, Draghi disse que "a implementação total das medidas dará suporte necessário para a economia da zona do euro". Ele espera que a região amplie a sua recuperação. Ele afirmou também que os preços baixos do petróleo devem seguir dando apoio à renda das famílias.

Nos 12 meses encerrados em maio, o CPI da zona do euro subiu 0,3%, em leitura preliminar, a primeira alta anual desde novembro do ano passado. Em abril, os preços haviam ficado estáveis. Com informações da Dow Jones Newswires

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