Economia

Produção de veículos tem pior resultado desde 2003

A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias despencou 16,8% em 2014


	Autoindústria: a atividade teve o maior impacto negativo sobre o total da indústria nacional
 (REUTERS/Nacho Doce)

Autoindústria: a atividade teve o maior impacto negativo sobre o total da indústria nacional (REUTERS/Nacho Doce)

DR

Da Redação

Publicado em 3 de fevereiro de 2015 às 09h29.

Rio - A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias despencou 16,8% em 2014, em relação ao ano anterior. A atividade teve o maior impacto negativo sobre o total da indústria nacional, que recuou 3,2% no período, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi o pior desempenho para a produção de veículos desde o início da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), cuja série histórica nova começa em janeiro de 2002, mas com resultados anuais a partir de 2003.

Em 2014, a produção industrial diminuiu em 20 dos 26 ramos pesquisados ante 2013, alcançando 63,9% dos 805 produtos pesquisados.

Além de veículos, outras contribuições negativas relevantes para o total nacional foram dos setores de metalurgia (-7,4%), produtos de metal (-9,8%), máquinas e equipamentos (-5,9%), outros produtos químicos (-3,6%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,2%), produtos alimentícios (-1,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-4,0%).

Entre as seis atividades que ampliaram a produção no ano passado, os destaques foram indústrias extrativas (5,7%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,4%).

Acompanhe tudo sobre:Indústrias em geralCarrosAutoindústriaveiculos-utilitariosIBGEEstatísticasIndústria

Mais de Economia

Alckmin diz que governo não vai retaliar os EUA por tarifaço: 'Olho por olho deixaria os dois cegos'

Argentina tem nota de crédito elevada pela Moody's após avanços econômicos

Ataque ao Pix é 'guerra ao futuro' e deve fortalecer Lula, diz ganhador do Nobel

Focus reduz projeção do IPCA de 2026 para 5,15%, na 3ª queda seguida