Prévia do PIB: indicador do Banco Central voltou a crescer em agosto. (Leandro Fonseca/Exame)
Repórter de Invest
Publicado em 16 de outubro de 2026 às 09h15.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um termômetro da economia brasileira e uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,3% em agosto de 2026 ante julho, na série com ajuste sazonal.
O resultado foi divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira, 16, e veio acompanhado de queda de 1,8% na agropecuária, setor com participação de 6,1% no índice.
A alta de 0,3% veio em linha com o consenso de mercado. O resultado também representa uma melhora em relação ao mês anterior, visto que, em julho, o IBC-Br havia recuado 0,2%.
Em agosto, a indústria avançou 0,9%, enquanto os serviços, maior setor do indicador, cresceram 0,2%. Os impostos tiveram alta de 0,1%. O IBC-Br que exclui a agropecuária avançou 0,3% no mês, mesma variação registrada pelo índice cheio.
No trimestre encerrado em agosto, porém, o indicador caiu 0,6% em relação aos três meses terminados em maio. Apesar do desempenho mais fraco no período recente, o IBC-Br acumula alta de 1,6% em 2026 e também de 1,6% nos 12 meses encerrados em agosto.
A agropecuária foi o setor que mais recuou em agosto, com queda de 1,8% em relação a julho. A indústria, por outro lado, apresentou o maior avanço entre os principais setores, com alta de 0,9%. Os serviços, que representam 59,7% do peso do IBC-Br, cresceram 0,2%.
Os impostos avançaram 0,1%, enquanto o IBC-Br que exclui a agropecuária subiu 0,3%. Já na comparação anual Os impostos cresceram 0,3%, enquanto o IBC-Br sem a agropecuária avançou 0,9%.
Na comparação com agosto de 2025, os principais setores apresentaram crescimento. A agropecuária avançou 5,8%, os serviços cresceram 1,3% e a indústria teve alta de 0,4%. No mesmo intervalo, o IBC-Br subiu 1,2%.
Nos três meses encerrados em agosto, o IBC-Br recuou 0,6% em relação ao trimestre terminado em maio.
A indústria apresentou a maior queda nessa comparação, de 1,2%. Os serviços recuaram 0,3%, enquanto a agropecuária caiu 0,2%. Os impostos diminuíram 1,1%.
O chamado carregamento estatístico do terceiro trimestre em relação ao segundo aponta queda de 0,5% para o IBC-Br. A agropecuária registra carregamento negativo de 1,1%, a indústria, de 0,9%, e os serviços, de 0,3%.
Apesar da fraqueza mais recente, o desempenho acumulado continua positivo. O IBC-Br avançou 1,6% no ano corrente.
Nesse período, a agropecuária cresceu 2,3%, os serviços avançaram 2% e a indústria teve alta de 0,6%.
Nos 12 meses encerrados em agosto, o IBC-Br também acumula crescimento de 1,6%. A agropecuária avançou 2,7% no período, os serviços cresceram 2% e a indústria, 0,7%.
Na divulgação de sexta-feira, o Banco Central informou ainda que, a partir dos dados referentes a agosto, o IBC-Br passou a incorporar informações da Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2025.
O IBC-Br é um indicador criado pelo Banco Central para acompanhar o desempenho da economia brasileira de forma mais rápida e frequente. O índice reúne informações de setores como indústria, comércio, serviços e agropecuária e é divulgado mensalmente.
Por ter frequência mensal e ser divulgado cerca de 45 dias após o mês de referência, o indicador permite uma leitura mais rápida da atividade econômica. O próprio BC o classifica como um indicador complementar ao Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Enquanto o PIB oferece uma visão consolidada da economia, o IBC-Br ajuda a acompanhar com maior rapidez o comportamento da atividade econômica no período mais recente.