Economia

Preço de produtos mais consumidos tem alta de 2% em agosto

Levantamento feito pela Abras mostrou que produtos mais comprados em supermercados acumulam aumento de 11,58% em 12 meses

Supermercado em São Paulo: preços em alta (Divulgação Grupo Zaffari)

Supermercado em São Paulo: preços em alta (Divulgação Grupo Zaffari)

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Da Redação

Publicado em 28 de setembro de 2011 às 18h26.

São Paulo – A cesta de 35 produtos de largo consumo analisada a pedido da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apresentou alta de 2,14% em agosto na comparação com o mês anterior. Na comparação com agosto de 2010 o AbrasMercado, índice que mede a variação da cesta, registrou alta de 11,58% ao passar de R$ 270,94 para R$ 302,32.

Os produtos que tiveram maior elevação foram o tomate (7,09%), a carne (traseiro - 6,5%) e o frango congelado (4,5%). Os produtos que sofreram as maiores queda foram a cebola (-11,56%), a batata (-11,04%) e a farinha de mandioca (-3,35%).

Segundo o Índice Nacional de Vendas, balanço mensal divulgado pela Abras, as vendas no setor de supermercados cresceram 3,91% em agosto de 2011, na comparação com o mesmo mês de 2010. Em relação a julho deste ano, houve queda de 2,20%. De janeiro a agosto, as vendas no setor registraram alta de 4,27% em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com o superintendente da Abras, Tiaraju Pires, a alta do AbrasMercado não está relacionada à inflação porque os reajustes maiores dos preços dos alimentos foram observados principalmente no ano passado. “Em 2011, a inflação dos alimentos da cesta do AbrasMercado está negativa. Existe uma certa movimentação, mas é pontual mesmo com relação aos produtos, quanto a períodos. São alguns movimentos que o próprio mercado corrige”. Segundo ele, o aumento da vendas está ligado ao cenário econômico no qual a massa salarial continua crescendo e o desemprego continua estável.

Pires ressaltou que a alta do dólar pode afetar o nível de importação, elevando os preços que estavam interessantes e acessíveis ao consumidor. “Mas não acredito que o impacto seja tão forte a ponto de prejudicar o abastecimento desses produtos para a venda de final de ano”. Ele disse que pode haver uma migração para produtos similares com preços mais interessantes.

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