Economia

Payroll: EUA cria 50 mil empregos em dezembro, abaixo do esperado

A taxa de desemprego ficou em 4,4%; a estimativa do mercado era de 4,5%

Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 10h44.

Última atualização em 9 de janeiro de 2026 às 10h51.

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Os Estados Unidos criaram 50 mil vagas de emprego em dezembro, segundo dados do relatório de empregos (payroll) divulgados nesta sexta-feira, 9, pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês). O número veio abaixo das expectativas do mercado, que previa a criação de 70 mil vagas.

A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 4,4%. A estimativa do mercado era de 4,5%.

Os dados de emprego voltaram a sofrer revisões relevantes. Em outubro, o número foi revisado para baixo em 68 mil vagas, passando de um recuo de 105 mil para uma queda de 173 mil postos. Já novembro teve ajuste negativo de 8 mil, com o saldo passando de 64 mil para 56 mil empregos.

No total, as revisões indicam que o nível de emprego em outubro e novembro ficou 76 mil vagas abaixo do informado anteriormente.

Setores com maior movimentação em dezembro

O setor de saúde liderou a criação de vagas, com a abertura de 21 mil postos no período. Com isso, o emprego na área registrou um aumento médio de 34 mil vagas por mês ao longo do último ano, abaixo da média mensal de 56 mil postos observada em 2024.

Já o varejo encerrou o mês com corte de 25 mil vagas. Desse total, cerca de 19 mil postos foram eliminados em hipermercados e outros varejistas de mercadorias em geral, enquanto o comércio de alimentos e bebidas perdeu 9 mil empregos.

Em sentido oposto, lojas de eletrônicos e eletrodomésticos abriram 5 mil vagas. No resultado agregado, o emprego no varejo mostrou pouca variação líquida tanto em 2024 quanto em 2025.

Já a indústria voltou a apresentar recuo, com a perda de 8 mil vagas no período.

Emprego em 2025

No acumulado do ano, o número de empregos nos EUA aumentou em 584 mil vagas.

Esse foi o avanço mais fraco desde 2020, quando o mercado de trabalho perdeu 9,2 milhões de postos em meio à pandemia de Covid-19. Antes da crise sanitária, não houve um crescimento anual tão baixo ao longo de todo o ciclo de expansão entre 2010 e 2019.

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