Economia

Participação de estrangeiro na dívida interna bate recorde

Em outubro, os investidores internacionais detinham R$ 417,87 bilhões em papéis do governo, 20,38% do total da dívida pública mobiliária interna


	Em outubro, os investidores internacionais detinham R$ 417,87 bilhões em papéis do governo, 20,38% do total da dívida pública mobiliária interna
 (Marcello Casal/ABr)

Em outubro, os investidores internacionais detinham R$ 417,87 bilhões em papéis do governo, 20,38% do total da dívida pública mobiliária interna (Marcello Casal/ABr)

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Da Redação

Publicado em 25 de novembro de 2014 às 15h54.

Brasília - Apesar da volatilidade do mercado financeiro nos últimos meses, os estrangeiros continuam interessados nos títulos do Tesouro Nacional. A participação de não residentes na dívida interna bateu recorde no mês passado.

Em outubro, os investidores internacionais detinham R$ 417,87 bilhões em papéis do governo, 20,38% do total da dívida pública mobiliária (em títulos) interna.

Pela primeira vez, a participação de estrangeiros superou a marca de 20%. De acordo com o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, isso demonstra a tranquilidade dos investidores externos em relação à economia brasileira.

“Em outubro, não se observaram dificuldades nem problemas de rolagem. Isso se deu, em parte, por causa da participação dos estrangeiros”, declarou.

Segundo o coordenador, os aplicadores estrangeiros preferem papéis prefixados de médio e de longo prazos. No mês passado, 44,5% dos investimentos internacionais em títulos da dívida interna concentravam-se em papéis a partir de três anos.

Quanto maior o prazo dos títulos comprados, maior a confiança dos investidores de que o emissor, o Tesouro Nacional, conseguirá honrar os compromissos.

Apesar de a demanda dos investidores estrangeiros não ter sido abalada, os juros dos títulos da dívida interna refletiram a instabilidade na economia doméstica nos últimos meses.

As Letras do Tesouro Nacional com vencimento em outubro de 2018, papéis atualmente mais vendidos no mercado, pagaram 12,86% ao ano de juros em 20 de novembro. No leilão de 2 de outubro, a taxa estava em 12,58% ao ano.

O coordenador evitou associar o aumento da taxa às expectativas em torno da equipe econômica no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

No entanto, reconheceu que o mercado financeiro atravessa um período de instabilidade. “Os juros [dos títulos públicos] são basicamente um reflexo das expectativas dos agentes econômicos. A conjuntura e diversos fatores econômicos interferem na formação das taxas”, declarou.

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