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Para Febraban, ata do Copom revela próxima ação do BC

Segundo informativo, desvalorização do real ainda não tem contaminado previsões de inflação no varejo nem a expectativa para política monetária

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 14 de outubro de 2013 às 18h46.

São Paulo - O Informativo Semanal de Economia Bancária (Iseb) da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) tem como destaque nesta semana a expectativa em relação à ata do Copom, a ser divulgada na quinta-feira, 17. De acordo com o informativo, só será possível identificar tendências sobre os próximos passos da autoridade monetária com o conhecimento da mensagem do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Segundo o informativo, a desvalorização do real nos preços das commodities ainda não tem contaminado as previsões de inflação no varejo nem a expectativa para a política monetária. O Iseb destaca ainda que a recente valorização do real deve ajudar a consolidar este cenário.

O texto ressalta que a decisão do Copom de elevar a Selic em de 0,5 ponto porcentual, para 9,5% anuais ratificou o consenso do mercado. No entanto, destaca que a repetição do comunicado após a decisão "ampliou as incertezas sobre o tamanho do próximo movimento e se esse seria o último ajuste do ciclo atual de elevação da Selic".

Situação dos EUA

A discussão sobre o impasse no Congresso norte-americano, que trata da elevação do teto da dívida e da possibilidade do Tesouro dos Estados Unidos não ter como honrar seus compromissos financeiros, também ganhou destaque no documento. Conforme o Iseb, a hipótese de não se chegar a um acordo seria "catastrófica". "Os analistas praticamente são unânimes em seus prognósticos, de que, até o final do prazo, algum acordo será alcançado", pondera o documento.

O informativo frisa ainda que, na visão do mercado, a retomada da economia norte-americana é fundamental para a recuperação da atividade global. "O ideal, portanto, seria que a solução não fosse provisória, mas que de algum modo removesse esta incerteza do cenário global", diz o texto.

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