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Opep não consegue cumprir meta de produção em setembro

Próxima reunião dos países produtores de petróleo, em 4 de novembro, deve ocorrer sob forte pressão; olhares também estarão voltados para a COP26 e transição energética
Petróleo: Opep não consegue cumprir meta de produção em setembro (Reuters/Nick Oxford/File Photo)
Petróleo: Opep não consegue cumprir meta de produção em setembro (Reuters/Nick Oxford/File Photo)
Por BloombergPublicado em 18/10/2021 13:18 | Última atualização em 18/10/2021 13:24Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A Opep e aliados mais uma vez não conseguiram bombear petróleo suficiente para cumprir as metas de produção, o que agrava o déficit de oferta justo quando as economias se recuperam da pandemia de coronavírus.

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A Opep+ reduziu a produção em 15% mais do que o planejado em setembro comparado com 16% em agosto e 9% em julho, segundo delegados com conhecimento do assunto.

Isso reflete a incapacidade de alguns membros incluindo Angola, Nigéria e Azerbaijão de aumentar a produção para os volumes acordados devido à falta de investimento, exploração e outras questões. Em teoria, a Opep+ poderia ter bombeado 747 mil barris extras por dia em setembro e ainda assim permanecer dentro do limite de produção acertado.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, que incluem a Rússia, estão sob pressão de grandes consumidores para acelerar o ritmo de aumento da oferta. Esses pedidos se intensificaram com o agravamento da crise de energia na Europa, o que elevou os preços a níveis recordes.

O barril do Brent atingiu o nível mais alto desde outubro de 2014 com a migração de alguns produtores de energia para o petróleo, em paralelo com a recuperação global. A demanda asiática por petróleo dos Estados Unidos também está crescendo, já que a crise de energia aumenta os preços de outros tipos da commodity cotados em relação ao Brent, referência global.

A última pressão veio do primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, que na segunda-feira pediu aos produtores que elevem a produção diante da recente valorização das cotações. Ele acrescentou que seu governo tem observado as tendências de preços no mercado para avaliar o impacto nas indústrias nacionais.

Se os preços não mudarem de direção, a próxima reunião da Opep+ em 4 de novembro poderá ocorrer sob maior pressão política de consumidores.

A reunião também coincidirá com as negociações climáticas da COP26 em Glasgow. Com líderes mundiais reunidos para conseguir promessas mais ambiciosas de governos e empresas globais para evitar uma catástrofe climática, a atenção sobre o grupo de produtores será ainda maior.

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