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Opep eleva estimativa de crescimento do PIB do Brasil de 2022 e mantém a de 2023

Durante a maior parte de 2022, a atividade econômica do Brasil surpreendeu positivamente, apoiada em parte por medidas fiscais pré-eleitorais e preços mais altos das commodities

Opep: para 2023, a estimativa foi mantida — crescimento de 1,0% (Getty Images/Getty Images)

Opep: para 2023, a estimativa foi mantida — crescimento de 1,0% (Getty Images/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de janeiro de 2023, 15h21.

Última atualização em 17 de janeiro de 2023, 16h34.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou sua previsão para o crescimento do produto interno bruto (PIB) do Brasil em 2022, de 2,4% a 2,8%. Já para 2023, a estimativa foi mantida: crescimento de 1,0%. As informações estão no relatório mensal do cartel, divulgado nesta terça-feira, 17..

De acordo com a instituição, durante a maior parte de 2022, a atividade econômica do Brasil surpreendeu positivamente, apoiada em parte por medidas fiscais pré-eleitorais e preços mais altos das commodities.

Já em 2023, a Opep destaca que o Brasil deve enfrentar ambientes desafiadores, portanto, terá "apenas um crescimento superficial".

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Entre os motivos citados pelo cartel estão: situação fiscal restritiva e menos espaço para estímulos fiscais; forte aperto monetário e altas taxas de juro; inflação elevada; uma retração dos preços das commodities; e uma desaceleração global geral. "As políticas econômicas do novo governo precisarão ser revisadas cuidadosamente.

É possível que o novo governo busque estimular a economia fiscalmente, mas como a dívida pública líquida quase dobrou nos últimos dez anos, de pouco mais de 30% para quase 60% do PIB, o espaço fiscal parece limitado", destaca.

Dessa forma, de acordo com o cartel, a atual situação monetária e fiscal está sob controle, mas dada a desaceleração global e os muitos outros desafios que a economia enfrentará em 2023 e além, "os desenvolvimentos fiscais precisarão ser monitorados de perto".