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OMC prevê crescimento frágil do comércio mundial em 2013

A organização prevê um crescimento do comércio em 2013 de 3,3%, inferior à média de 5,3% registrada nos últimos 20 anos

Pascal Lamy participa de coletiva de imprensa na sede da OMC em Genebra: "parece difícil encontrar a dose exata das políticas", disse sobre a crise europeia (Fabrice Coffrini/AFP)
DR

Da Redação

Publicado em 10 de abril de 2013 às 13h08.

Genebra - A Organização Mundial do Comércio ( OMC ) revisou pela segunda vez para baixo suas previsões de crescimento do comércio mundial para 2013, a 3,3%, em vez dos 4,5% anteriores, devido à situação econômica na Europa.

Segundo o diretor da organização, Pascal Lamy, "o peso da União Europeia no comércio mundial é determinante e encontra-se em uma fase profunda de ajuste estrutural em longo prazo".

"A UE não crescerá sensivelmente nem em 2014, nem em 2015", acrescentou nesta quarta-feira em uma coletiva de imprensa por ocasião da publicação do relatório sobre o comércio mundial em 2012 e as perspectivas para 2013.

Em abril de 2012, a OMC adiantou que o comércio mundial cresceria neste ano 5,6%, mas em setembro já revisou em baixa estes dados.

Em 2013, o comércio mundial seguirá fraco, afirma a organização internacional, em comparação com o crescimento médio de 5,3% registrado nos últimos 20 anos.

O ano de 2013 se parecerá com 2012, acrescenta a organização, que espera uma melhora em 2014, com uma previsão de 5%.

Segundo Lamy, "a desaceleração foi maior que o previsto no fim do ano".

No ano passado, as exportações dos países industrializados, que representam 50% do PIB mundial, aumentaram 1%, enquanto as dos países em desenvolvimento cresceram 3,3%.


Por sua vez, as importações dos primeiros caíram 0,1% em 2012, e as dos segundos cresceram 4,6%.

Para Lamy, que conclui seu mandato no dia 31 de agosto, em 2012 houve uma disparidade entre os países industrializados e as nações em desenvolvimento que pode se acentuar em 2013.

Por tudo isso, a OMC prevê que as exportações dos países desenvolvidos aumentem neste ano 1,5%, quase quatro vezes menos que as dos emergentes (+5,3%).

A tendência é a mesma no caso das previsões de crescimento das importações, com 1,4% para os desenvolvidos e 5,9% para o resto.

No ano passado, os países africanos tiveram excelentes resultados quanto ao comércio, com um crescimento de 6,1%, logo atrás da China (+6,2%).

"O PIB africano cresceu 9% em 2012", lembrou Patrick Low, economista-chefe da OMC.

Para 2013, a OMC afirma que nos "Estados Unidos o desemprego cai progressivamente, enquanto os gastos de particulares se recuperam". Mas estas melhorias contrastam com "a fraqueza da situação econômica na Europa".

"O crescimento da China poderá continuar sendo superior ao do resto das economias", mas suas exportações vão se ressentir da queda da demanda europeia.


O diretor-geral da OMC também fez um apelo para que o sistema comercial mundial seja reforçado, o que evitaria que os "países caíssem em um nacionalismo econômico autodestrutivo".

"O comércio mundial pode, assim, se converter novamente em motor de crescimento (...) em vez de ser um barômetro de instabilidade, o caminho a seguir está traçado, o que nos falta é encontrar a vontade".

A OMC é uma organização internacional integrada por 158 Estados-membros cujo objetivo é liberalizar o comércio mundial, desmantelando as barreiras alfandegárias e outros subsídios que dificultam e encarecem os produtos.

Em 2001, a OMC lançou a rodada de Doha, que pretende liberalizar o comércio mundial, mas estas negociações estão em ponto morto há vários anos.

Para suceder Lamy, que realizou dois mandatos de 4 anos à frente da OMC, há 9 candidatos, oito deles dos países em desenvolvimento.

O processo de seleção ocorre atualmente e espera-se que seja concluído no fim de maio.

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Genebra - A Organização Mundial do Comércio ( OMC ) revisou pela segunda vez para baixo suas previsões de crescimento do comércio mundial para 2013, a 3,3%, em vez dos 4,5% anteriores, devido à situação econômica na Europa.

Segundo o diretor da organização, Pascal Lamy, "o peso da União Europeia no comércio mundial é determinante e encontra-se em uma fase profunda de ajuste estrutural em longo prazo".

"A UE não crescerá sensivelmente nem em 2014, nem em 2015", acrescentou nesta quarta-feira em uma coletiva de imprensa por ocasião da publicação do relatório sobre o comércio mundial em 2012 e as perspectivas para 2013.

Em abril de 2012, a OMC adiantou que o comércio mundial cresceria neste ano 5,6%, mas em setembro já revisou em baixa estes dados.

Em 2013, o comércio mundial seguirá fraco, afirma a organização internacional, em comparação com o crescimento médio de 5,3% registrado nos últimos 20 anos.

O ano de 2013 se parecerá com 2012, acrescenta a organização, que espera uma melhora em 2014, com uma previsão de 5%.

Segundo Lamy, "a desaceleração foi maior que o previsto no fim do ano".

No ano passado, as exportações dos países industrializados, que representam 50% do PIB mundial, aumentaram 1%, enquanto as dos países em desenvolvimento cresceram 3,3%.


Por sua vez, as importações dos primeiros caíram 0,1% em 2012, e as dos segundos cresceram 4,6%.

Para Lamy, que conclui seu mandato no dia 31 de agosto, em 2012 houve uma disparidade entre os países industrializados e as nações em desenvolvimento que pode se acentuar em 2013.

Por tudo isso, a OMC prevê que as exportações dos países desenvolvidos aumentem neste ano 1,5%, quase quatro vezes menos que as dos emergentes (+5,3%).

A tendência é a mesma no caso das previsões de crescimento das importações, com 1,4% para os desenvolvidos e 5,9% para o resto.

No ano passado, os países africanos tiveram excelentes resultados quanto ao comércio, com um crescimento de 6,1%, logo atrás da China (+6,2%).

"O PIB africano cresceu 9% em 2012", lembrou Patrick Low, economista-chefe da OMC.

Para 2013, a OMC afirma que nos "Estados Unidos o desemprego cai progressivamente, enquanto os gastos de particulares se recuperam". Mas estas melhorias contrastam com "a fraqueza da situação econômica na Europa".

"O crescimento da China poderá continuar sendo superior ao do resto das economias", mas suas exportações vão se ressentir da queda da demanda europeia.


O diretor-geral da OMC também fez um apelo para que o sistema comercial mundial seja reforçado, o que evitaria que os "países caíssem em um nacionalismo econômico autodestrutivo".

"O comércio mundial pode, assim, se converter novamente em motor de crescimento (...) em vez de ser um barômetro de instabilidade, o caminho a seguir está traçado, o que nos falta é encontrar a vontade".

A OMC é uma organização internacional integrada por 158 Estados-membros cujo objetivo é liberalizar o comércio mundial, desmantelando as barreiras alfandegárias e outros subsídios que dificultam e encarecem os produtos.

Em 2001, a OMC lançou a rodada de Doha, que pretende liberalizar o comércio mundial, mas estas negociações estão em ponto morto há vários anos.

Para suceder Lamy, que realizou dois mandatos de 4 anos à frente da OMC, há 9 candidatos, oito deles dos países em desenvolvimento.

O processo de seleção ocorre atualmente e espera-se que seja concluído no fim de maio.

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