Economia

Nordeste terá investimento de R$ 12 bilhões em hidrogênio verde

Projeto fica em Areia Branca, no Rio Grande do Norte

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 21 de abril de 2026 às 10h03.

Última atualização em 21 de abril de 2026 às 14h05.

Hanover - Um investimento de 2 bilhões de euros (cerca de R$ 12 bilhões) em um projeto de hidrogênio verde em Areia Branca, no Rio Grande do Norte, foi anunciado nesta terça-feira, 21.

O projeto, chamado de Morro Pintado, é feito em parceria entre várias empresas do Brasil e da Alemanha, com apoio do governo alemão. Ele prevê a instalação de um complexo integrado de geração de energia renovável e produção de combustíveis de baixo carbono.

Entre os participantes, estão a Brazil Green Energy (BGE) e Green Investors (GI), além de parceiros como Thyssenkrupp Uhde, Siemens e Andritz. O negócio foi anunciado pela ApexBrasil durante a feira Hannover Messe, o maior encontro industrial do mundo.

A planta ficará em Areia Branca, na região de Mossoró, a cerca de 280 km de Natal. Com capacidade estimada de 1.400 MW em energia eólica e solar, a planta deverá produzir cerca de 80 mil toneladas anuais de hidrogênio de baixo carbono, chamado de hidrogênio verde. O complexo terá, ainda, um terminal portuário para a exportação do produto.

O empreendimento já tem a licença ambiental do governo estadual para começar as operações. O prazo de finalização do projeto não foi informado.

"Vamos usar a energia limpa que tem no Nordeste e está sobrando, e vamos transformar em hidrogênio e amônia, para exportar e consumir internamente", disse Laudemir Muller, presidente da ApexBrasil.

A partir do hidrogênio, estão previstas a produção de amônia verde, e metanol e, em uma segunda fase, ureia verde — totalizando 438 mil toneladas anuais de derivados. A amônia também é usada como fertilizante na agricultura.

O que é hidrogênio verde?

O hidrogênio verde é o nome do hidrogênio produzido com energias limpas, como a solar e a eólica.

O elemento é usado como combustível e insumo em algumas indústrias, e há estudos para utilizá-lo também para mover veículos pesados, como caminhões e ônibus.

O repórter viajou a convite da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo. 

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