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Da Redação
Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h46.
Apesar dos economistas afirmarem que havia espaço para uma redução mais agressiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou seu conservadorismo. Em sua última reunião de 2005, o BC cortou em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), para 18% ao ano. Trata-se do menor patamar de juros desde dezembro do ano passado, quando a Selic estava em 17,75% ao ano.
Refletindo os debates que tomaram conta do mercado nos dias anteriores à reunião, o próprio comitê se dividiu. Seis diretores do BC votaram pelo corte de 0,5 ponto e dois votaram por uma queda maior, de 0,75 ponto. O Copom contou com um membro a menos, já que Paulo Cavalheiro, diretor de Fiscalização do BC, não compareceu por motivos de saúde.
Em seu comunicado, o BC afirmou que "dando prosseguimento ao processo de flexibilização da política monetária, iniciado na reunião de setembro de 2005, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 18% ao ano, sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela redução da taxa Selic em 0,75 ponto percentual".
O movimento já era esperado pelas instituições financeiras. No último relatório de mercado do BC, por exemplo, as avaliações convergiam para um corte dessa magnitude. A decisão, porém, não agradou os economistas. "Foi decepcionante e excessivamente conservador", afirma Sandra Utsumi, economista-chefe do Banco Espírito Santo Securities. Segundo Sandra, se o próprio Copom admitiu publicamente que dois membros defenderam uma redução maior da Selic, não há sentido em insistir no gradualismo. "Precisamos aguardar a ata [que sairá na próxima quinta-feira, 22/12] para saber os motivos", diz.
Segundo Ana Paula Rocha, economista do ABN Amro Real, a decisão só reforça as pressões sobre o próximo encontro do Copom, nos dias 17 e 18 de janeiro. "O mercado já começou a fazer suas apostas. A decisão apenas alonga a curva de juros", afirma. Em nota, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, afirma que "o Banco Central continua assumindo uma posição conservadora e permanece insensível às condições da economia".
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Fonte: BC
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