Economia

Mercado volta a ver Selic a 3% em 2021, mostra Focus

A estimativa de contração da economia brasileira também foi atenuada pela oitava semana seguida

Dinheiro: alta prevista para o IPCA sofreu novo ajuste para cima, com a inflação agora calculada em 1,71% este ano de 1,67% antes (Priscila Zambotto/Getty Images)

Dinheiro: alta prevista para o IPCA sofreu novo ajuste para cima, com a inflação agora calculada em 1,71% este ano de 1,67% antes (Priscila Zambotto/Getty Images)

R

Reuters

Publicado em 24 de agosto de 2020 às 09h03.

Última atualização em 24 de agosto de 2020 às 09h07.

A expectativa para a taxa básica de juros em 2021 voltou a ser de 3,0% após breve redução, mostrou a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central, enquanto a estimativa de contração da economia brasileira foi atenuada pela oitava semana seguida.

O levantamento semanal divulgado nesta segunda-feira mostrou que os especialistas voltaram a calcular a Selic a 3,0% no ano que vem, depois de reduzir a projeção na semana anterior a 2,75%. Para este ano a perspectiva continua sendo de que ela termine no atual nível de 2,0%.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo a Selic a 1,88% em 2020 e a 2,0% em 2021, na mediana das projeções.

O Focus mostrou ainda que a estimativa de contração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano passou agora a 5,46%, contra queda vista antes de 5,52%. O crescimento esperado para 2021 segue em 3,50%.

A alta prevista para o IPCA sofreu novo ajuste para cima, com a inflação agora calculada em 1,71% este ano de 1,67% antes, mas permanecendo em 3,0% em 2021.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Acompanhe tudo sobre:economia-brasileiraJurosSelicBoletim Focus

Mais de Economia

Durigan diz que Lei da Reciprocidade pode ser discutida novamente se tarifaço dos EUA for confirmado

Inflação da Argentina desacelera em junho, representando uma vitória para Milei

Focus projeta queda de 5,30% para 5,16% do IPCA em 2026

Empresários de Brasil e EUA propõem acordo em duas etapas para evitar tarifaço