Economia

IPCA: queda da energia elétrica evita inflação maior em janeiro

IPCA ficou em 0,33% no mês, com queda da energia elétrica e altas em combustíveis e transportes, mostram dados do IBGE

Inflação: resultado do mês foi contido pela queda de 2,73% na energia elétrica residencial (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Inflação: resultado do mês foi contido pela queda de 2,73% na energia elétrica residencial (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 12h03.

A inflação oficial do país ficou em 0,33% em janeiro, mesma taxa registrada em dezembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta terça-feira, 10. No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 4,44%, acima dos 4,26% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O resultado do mês foi contido pela queda de 2,73% na energia elétrica residencial, que levou o grupo Habitação a registrar variação negativa de 0,11%. O recuo da eletricidade foi o maior impacto negativo individual do IPCA de janeiro, com contribuição de -0,11 ponto percentual.

Em dezembro, estava em vigor a bandeira tarifária amarela, que previa cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Já em janeiro, a bandeira passou a ser verde, sem custo extra para os consumidores.

O grupo Habitação também refletiu reajuste tarifário de 10,48% em Rio Branco, com impacto de 5,34%, em vigor desde dezembro.

Para o índice de janeiro, o IBGE comparou os preços coletados entre 30 de dezembro de 2025 e 29 de janeiro de 2026 com os vigentes de 29 de novembro a 29 de dezembro de 2025.

Setor de transportes puxa alta do IPCA

Sem a contribuição negativa da energia elétrica, o IPCA teria sido pressionado principalmente pelos Transportes, grupo de maior impacto no índice do mês. O setor avançou 0,60% em janeiro e respondeu por 0,12 ponto percentual do resultado geral, impulsionado pela alta de 2,14% nos combustíveis, em especial da gasolina, que subiu 2,06%.

Além dos combustíveis, Transportes também foi pressionado pelos reajustes no transporte público. O ônibus urbano subiu 5,14% em janeiro, com aumentos registrados em capitais como Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte. O metrô teve alta de 1,87%, enquanto o táxi avançou 1,47%.

Entre os demais grupos, Comunicação apresentou a maior variação do mês, com alta de 0,82%, influenciada pelo aumento dos preços de aparelhos telefônicos e por reajustes em planos de serviços. Saúde e cuidados pessoais subiu 0,70%, com destaque para artigos de higiene pessoal e planos de saúde.

Já Alimentação e bebidas desacelerou de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro. A alimentação no domicílio avançou 0,10%, com quedas nos preços do leite longa vida e dos ovos, que ajudaram a conter o índice, apesar da forte alta do tomate.

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