Economia

Gasolina volta a pressionar inflação após reajuste do ICMS

Alta do imposto estadual sobre combustíveis respondeu por quase um terço do IPCA de janeiro

Gasolina: o grupo de transportes foi o responsável pelo maior impacto no índice de janeiro  (Elpidio Costa Junior/Getty Images)

Gasolina: o grupo de transportes foi o responsável pelo maior impacto no índice de janeiro (Elpidio Costa Junior/Getty Images)

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 11h35.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em janeiro, mesma variação registrada em dezembro. No acumulado de 12 meses, a inflação passou a 4,44%, acima dos 4,26% observados no período imediatamente anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O principal foco de pressão veio do grupo Transportes, que avançou 0,60% no mês e teve o maior impacto individual no índice (0,12 ponto percentual). A alta foi puxada pelos combustíveis, que subiram 2,14%, com destaque para a gasolina, que teve alta de 2,06%.

A gasolina sozinha respondeu por 0,10 ponto percentual do IPCA de janeiro, quase um terço da taxa do mês. Também houve aumento nos preços do etanol (3,44%), do óleo diesel (0,52%) e do gás veicular (0,20%).

Para o índice de janeiro, foram comparados os preços coletados entre 30 de dezembro de 2025 e 29 de janeiro de 2026 com os vigentes de 29 de novembro a 29 de dezembro de 2025.

Alta no preço dos combustíveis

O avanço dos combustíveis ocorreu em meio ao aumento da alíquota do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, adotado pelos governos estaduais e do Distrito Federal no início de 2026. As novas alíquotas passaram a ser de R$ 1,57 por litro de gasolina, R$ 1,17 por litro de diesel e R$ 1,47 por quilo de gás de cozinha, após reajustes de R$ 0,10, R$ 0,05 e R$ 0,08, respectivamente.

O efeito do aumento do imposto se sobrepôs à redução de 5,2% no preço da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras, que entrou em vigor em 27 de janeiro. Com o corte, o preço médio caiu R$ 0,14, para R$ 2,57 por litro.

Além dos combustíveis, Transportes também foi pressionado pelo aumento de 5,14% no ônibus urbano, influenciado por reajustes tarifários em capitais como Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte. O metrô subiu 1,87% e o táxi, 1,47%.

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