Infraero poderá ter menor participação em concessões

Nos aeródromos já concedidos à iniciativa privada a estatal manteve 49% de participação na operação dos empreendimentos

Brasília - O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, admitiu nesta quinta-feira, 12, que o governo estuda reduzir a participação da Infraero nas próximas concessões de aeroportos.

Nos aeródromos já concedidos à iniciativa privada - como Aeroporto do Galeão, na zona norte do Rio, Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e Aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, além de Brasília, - a estatal manteve 49% de participação na operação dos empreendimentos.

Embora o governo ainda não confirme, entre os principais cotados para a próxima rodada de concessões estariam os aeroportos de Porto Alegre, Salvador e Florianópolis.

"Para as próximas licitações, o montante (de participação da Infraero) não está definido. O governo está estudando a modelagem e pode ser que se opte por uma posição intermediária. Há ainda a possibilidade de criarmos uma 'golden share' para que a Infraero tenha sempre participação em decisões sobre esses aeroportos", disse Padilha antes de participar de audiência pública na Comissão Geral da Câmara dos Deputados.

O ministro anunciou ainda que o governo pretende criar uma terceira subsidiária para a Infraero, dentro do processo de reestruturação da estatal.

Além da Infraero Participações e da Infraero Serviços, que, segundo ele, deve ser formalizada em breve com um parceiro internacional, agora estuda-se a criação da Infraero Navegação Aérea.

"A Infraero já é 3ª maior operadora aeroportuária do mundo e vamos buscar um parceiro internacional para trabalhar também no exterior. E pretendemos também criar a Infraero Navegação aérea para apresentar resultado em separado da atividade de operação aeroportuária", completou.

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