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Inflação na Argentina se mantém abaixo de 2% pelo terceiro mês consecutivo em julho

Em 12 meses, os preços registraram alta de 36,6%, o menor patamar em quase cinco anos

Agência o Globo
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Publicado em 13 de agosto de 2025 às 20h52.

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A inflação mensal na Argentina ganhou algum impulso no mês passado, quando os aumentos dos preços regulados colidiram com um excesso de pesos, o que provocou o pior mês para a moeda desde 2023.

Os preços ao consumidor subiram 1,9% em julho, acima dos 1,6% registrados em junho, se mantendo abaixo do limite psicológico de 2% ao mês pelo terceiro mês consecutivo e em linha com a estimativa mediana dos economistas.

Em relação ao ano anterior, a inflação anual esfriou para 36,6%, o menor nível em quase cinco anos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (Indec). No ano, os preços acumulam alta de 17,3%.

Recreação, transporte e restaurantes lideraram os aumentos em julho, quando o peso perdeu mais de 12% em relação ao dólar, seu pior desempenho desde que o presidente Javier Milei desvalorizou a moeda no início de seu governo.

Milei e o ministro da Economia, Luis Caputo, comemoraram os novos dados sobre a inflação. O presidente parabenizou o ministro e o chamou de “o melhor ministro da Economia da história, de longe”.

Enquanto isso, Caputo escreveu: “Importante. O IPC Nacional registrou uma variação de 1,9% em julho, ficando abaixo de 2% mensal pelo terceiro mês consecutivo. Essa dinâmica não ocorria desde novembro de 2017”.

Ele afirmou ainda que a inflação básica foi de 1,5%, de 4,1% nas categorias sazonais e de 2,3% nas reguladas. “A inflação básica no mês foi a mais baixa desde janeiro de 2018”, explicou.

Milei assumiu o cargo em dezembro de 2023, com um plano de forte ajuste fiscal, que incluiu demissões no setor público, a paralisação de obras públicas e a redução de ministérios.

Em 2024, o governo comemorou uma inflação anual de 118%, contra 211% em 2023, e o primeiro superávit fiscal desde 2010. O custo, no entanto, foi uma redução de poder aquisitivo, empregos e consumo, o que levou a protestos e greves.

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