Economia

Índia e UE listam produtos dos EUA à OMC para possível retaliação

UE disse que as tarifas dos EUA sobre aço podem custar 1,5 bilhão de dólares e as tarifas de alumínio mais 100 milhões de dólares

Estados Unidos: OMC deixou claro para exportadores norte-americanos os impactos de listas retaliatórias (Carlo Allegri/Reuters)

Estados Unidos: OMC deixou claro para exportadores norte-americanos os impactos de listas retaliatórias (Carlo Allegri/Reuters)

R

Reuters

Publicado em 18 de maio de 2018 às 18h40.

Priorizar nos meus resultados Google

Genebra - A Índia e a União Europeia entregaram à Organização Mundial do Comércio listas de produtos norte-americanos que podem incorrer em tarifas maiores de importação em retaliação às sobretaxas criadas pelo presidente norte-americano Donald Trump sobre aço e alumínio.

A UE disse que as tarifas dos EUA sobre aço podem custar 1,5 bilhão de dólares e as tarifas de alumínio mais 100 milhões de dólares, e listou arroz, cranberries, bourbon, milho, pasta de amendoim e produtos siderúrgicos entre os itens norte-americanos que podem ser alvo de retaliação do bloco.

A Índia disse estar incorrendo em custos adicionais de 31 milhões de dólares com as sobretaxas de alumínio e de 134 milhões no caso do aço, e listou as exportações dos EUA de óleo de soja, palmoleína e castanha de caju entre seus possíveis alvos de retaliação.

Uma autoridade do comércio descreveu as listas de tarifas retaliatórias como "carregar munição em uma arma", deixando claro para os exportadores norte-americanos que impactos podem estar a caminho.

A Índia disse que suas tarifas entrarão em vigor em 21 de junho, a menos que os Estados Unidos retirem as sobretaxas.

A UE disse que algumas retaliações podem ser aplicadas a partir de 20 de junho.

 

Acompanhe tudo sobre:Estados Unidos (EUA)ÍndiaUnião EuropeiaacoOMC – Organização Mundial do ComércioTarifas

Mais de Economia

Governo amplia teto de financiamento do Move Brasil para motoristas de táxi e app de até R$ 200 mil

Com reforma tributária, PMEs vão operacionalizar cashback – só não se sabe como

‘Não vai funcionar aumentar carga tributária, é preciso controlar gasto’, diz Mansueto

Reforma Tributária muda prazo do Simples Nacional: empresas têm até setembro para aderir