Economia

Governo do Japão reduz estimativa de crescimento para o ano

Redução ocorre devido à fraqueza das exportações e à queda na demanda após o aumento do imposto sobre vendas em abril


	Economia japonesa: BC não deve enfrentar pressão do governo para afrouxar a política monetária
 (Akio Kon/Bloomberg)

Economia japonesa: BC não deve enfrentar pressão do governo para afrouxar a política monetária (Akio Kon/Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de julho de 2014 às 08h56.

Priorizar nos meus resultados Google

Tóquio - O governo do Japão reduziu ligeiramente sua estimativa de crescimento para o atual ano fiscal devido à fraqueza das exportações e à queda na demanda após o aumento do imposto sobre vendas em abril, mas as projeções ficaram em linha com as do banco central.

Membros do principal comitê de aconselhamento do governo não se opuseram à visão do BC de que os preços ao consumidor continuarão a subir sob seu programa de compra de ativos, ou "quantitative easing", mostrando que há pouca diferença entre a avaliação do governo e do BC sobre a economia.

A convergência de opiniões sugere que o BC não deve enfrentar pressão do governo para afrouxar a política monetária mais conforme o governo volta sua atenção para o orçamento do próximo ano fiscal.

O governo projeta agora o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,2 por cento no ano fiscal de 2014.15, ante 1,4 por cento anteriormente. A expectativa é de que a expansão acelere para 1,4 por cento no ano seguinte, segundo o Escritório do Gabinete.

Na semana passada, o BC cortou sua estimativa de crescimento econômico para o atual ano fiscal para 1,0 por cento, esperando aceleração para 1,5 no ano fiscal seguinte.

As estimativas do Escritório do Gabinete também mostram que os preços ao consumidor devem subir 1,2 por cento na base anual em 2014/15m e 1,8 por cento no ano seguinte. As projeções excluem o efeito do aumento no imposto sobre vendas.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosÁsiaJapãoPolítica monetária

Mais de Economia

Governo amplia teto de financiamento do Move Brasil para motoristas de táxi e app de até R$ 200 mil

Com reforma tributária, PMEs vão operacionalizar cashback – só não se sabe como

‘Não vai funcionar aumentar carga tributária, é preciso controlar gasto’, diz Mansueto

Reforma Tributária muda prazo do Simples Nacional: empresas têm até setembro para aderir