Economia

Governo desiste de barreira a vinho

Ficou acertado que os importadores e supermercados brasileiros deixarão voluntariamente de comprar os vinhos de mesa fabricados fora do Brasil

Supermercados lançarão campanhas para divulgar a qualidade do vinho nacional (Getty Images)

Supermercados lançarão campanhas para divulgar a qualidade do vinho nacional (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 20 de outubro de 2012 às 10h00.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - O brasileiro continuará podendo escolher vinhos importados no restaurante e no supermercado. O governo desistiu de impor uma salvaguarda, restringindo a entrada de vinhos produzidos fora do País, segundo fontes envolvidas na discussão. Em contrapartida, produtores nacionais, importadores e supermercados farão esforço para aumentar a exposição do vinho brasileiro nas gôndolas e deixarão de comprar as bebidas estrangeiras que tiverem preços muito baixos.

Não há definição sobre que preço seria esse, mas negociadores disseram ao Estado que se trata de vinhos de mesa, mais populares. Não estão incluídos, por exemplo, os vinhos finos, mais caros e sofisticados, fabricados a partir de uvas reconhecidas, como Carmenére, Syrah e Cabernet Sauvignon.

Ficou acertado que os importadores e supermercados brasileiros deixarão voluntariamente de comprar os vinhos de mesa fabricados fora do Brasil. O mesmo procedimento que já adotam em relação à Argentina.

Já os vinhos finos continuarão entrando no País, mas a diferença é que tendem a enfrentar mais concorrência dos vinhos finos brasileiros.

Consumo

Para conseguir isso, os supermercados lançarão campanhas para divulgar a qualidade do vinho nacional, aumentarão a exposição dos produtos na gôndola e cumprirão uma agenda de feiras, degustações e rodadas de negócio com produtores nacionais para ressaltar a qualidade dos bons vinhos brasileiros.

Por trás do acordo está a ideia de obrigar os vinhos importados a concorrer com os melhores vinhos nacionais. Um grupo de trabalho do setor privado, acompanhado pelo governo, vai monitorar o acordo, fechado na quinta-feira.

Acompanhe tudo sobre:Governo Dilmacomida-e-bebidaImpostosLeãobebidas-alcoolicasVinhos

Mais de Economia

Avanço ou litígio? Reforma tributária gera discussão sobre responsabilidade de contadores

CPI: inflação dos EUA acelera para 0,4% em agosto com alta da gasolina

IPCA tem deflação de 0,32% em agosto; veja o que ficou mais barato

Conferência em SP reúne investidores globais em mercado de US$ 234 bi