Economia

FMI: incerteza e commodities freiam América Latina em 2017

Em seu último Panorama Econômico Mundial, o FMI reduziu sua expectativa para a região em 0,1 ponto percentual em relação à previsão de janeiro

Commodities: para 2018, o FMI prevê um crescimento de 2% (Patrick T. Fallon/Bloomberg)

Commodities: para 2018, o FMI prevê um crescimento de 2% (Patrick T. Fallon/Bloomberg)

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AFP

Publicado em 18 de abril de 2017 às 11h05.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou nesta terça-feira em baixa a sua previsão de crescimento na América Latina e Caribe em 2017, ante uma recuperação menos vigorosa do que esperada em razão das incertezas persistentes e a estagnação das matérias-primas.

Em seu último Panorama Econômico Mundial, o FMI reduziu sua expectativa para a região em 0,1 ponto percentual, a 1,1%, em relação à previsão de janeiro deste ano.

Para 2018, o FMI prevê um crescimento de 2%, também com redução de 0,1 ponto percentual sobre janeiro.

De acordo com o documento, as economias latino-americanas vão experimentar uma "recuperação mais fraca do que a esperada" e encaram 2017 expostas a riscos que minam sua capacidade de crescimento.

Nos últimos anos, as economias sul-americanas beneficiaram, de maneira geral, de um forte crescimento das exportações de matérias-primas, enquanto que as da América Central e México aproveitaram do dinamismo americano.

No entanto, Maurice Obstfeld, diretor do Departamento de Pesquisas do FMI, aponta que "os preços das commodities se estabilizaram desde o início de 2016, mas em um nível baixo".

Ao mesmo tempo, as economias da América Central e México são afetadas pelas incertezas quanto ao futuro das relações comerciais com os Estados Unidos.

Para o FMI, a maior economia da América Latina, o Brasil, deve fechar este ano com um crescimento tímido de 0,2%, uma previsão inalterada em relação ao que expressou em janeiro.

Enquanto isso, para o FMI, a Venezuela vai fechar o ano com uma queda de -7,4%.

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