Economia

FMI alerta sobre risco de China ser atingida por crise

Pelas previsões do fundo, o PIB chinês deverá crescer acima de 8% em 2012 e 2013, representando abrandamento de 1 ponto percentual

Representante do FMI alertou que o crescimento da economia chinesa cairá "abruptamente", se a zona euro entrar em "acentuada recessão" (Mandel Ngan/AFP)

Representante do FMI alertou que o crescimento da economia chinesa cairá "abruptamente", se a zona euro entrar em "acentuada recessão" (Mandel Ngan/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de fevereiro de 2012 às 09h25.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília – O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) na China, Murtaza Syed, disse hoje (22) que os chineses podem ser “duramente” atingidos, se os 17 países que integram a zona do euro entrarem em acentuada recessão. "A economia chinesa se abranda, mas continua a ser um ponto brilhante na imprevisível economia global", disse ele.

Pelas previsões do FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês deverá crescer acima de 8% em 2012 e 2013, representando abrandamento de 1 ponto percentual em relação aos 9,2% registrados em 2011. No ano passado, a inflação foi 5,4%. "[A inflação na China] desce para níveis mais confortáveis e o mercado imobiliário está em deflação", disse Syed.

O representante do FMI alertou que o crescimento da economia chinesa cairá "abruptamente", se a zona euro entrar em "acentuada recessão", mas considera que o governo chinês "tem espaço" para responder à situação e lançar um novo pacote de estímulos financeiros, como fez no outono de 2008.

Apesar da redução das exportações para a União Europeia, a economia da China cresceu acima de 10% em 2009 e 2010. A economia chinesa é a segunda maior do mundo, seguida pelos Estados Unidos. Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaChinaCrises em empresasFMI

Mais de Economia

Avanço ou litígio? Reforma tributária gera discussão sobre responsabilidade de contadores

CPI: inflação dos EUA acelera para 0,4% em agosto com alta da gasolina

IPCA tem deflação de 0,32% em agosto; veja o que ficou mais barato

Conferência em SP reúne investidores globais em mercado de US$ 234 bi