FMI adverte que reforma financeira internacional tem atraso

"Embora as reformas avancem na direção adequada, a melhora é pequena e insuficiente", disse Laura Krodes

Washington – O Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiu nesta terça-feira que a reforma financeira global apresenta “atrasos ao ser colocada em prática” e que as estruturas problemáticas durante a crise – a concentração de ativos e as instituições “grandes demais para quebrar” – continuam presentes.

“Embora as reformas avancem na direção adequada, a melhora é pequena e insuficiente. Não vemos ainda o impacto delas, já que apresentam atrasos na sua execução e a crise persiste”, afirmou Laura Krodes, coordenadora dos estudos analíticos do Relatório de Estabilidade Financeira Global do FMI, apresentados hoje em uma coletiva de imprensa.

Laura acrescentou que “as estruturas financeiras básicas que eram problemáticas durante a crise ainda estão presentes”.

Entre elas, o relatório do FMI cita “os sistemas financeiros que ainda são excessivamente complexos, os ativos bancários que estão altamente concentrados, e que as questões derivadas das instituições grandes demais para quebrar continuam sem ser resolvidas”.

O documento elogiou as medidas conhecidas como Basileia III e a reforma financeira Dodd-Frank nos Estados Unidos, atualmente em andamento, mas destaca que muitas vulnerabilidades permanecem.

“Estão criando produtos financeiros inovadores para evitar as novas regulações, e as novas exigências bancárias podem fazer com que algumas atividades sejam transferidas ao setor financeiro não bancário, onde tais requisitos não se aplicam”, alerta o relatório.

O FMI apresentará o documento completo, “Estabilidade Financeira Global”, durante a reunião de outono que acontecerá entre os dias 10 e 14 de outubro em Tóquio, Japão. 

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