Economia

Fim de doença pode elevar exportações de frango em US$ 200 milhões

O governo brasileiro encaminhará à Organização Internacional de Epizootias (OIE), em Paris, um documento atestando que as áreas produtoras de frango no país estão livres da doença de newcastle, uma espécie de gripe que ataca as aves. A incidência da doença é fator de restrição ao avanço das vendas do país ao exterior. Instrução normativa […]

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 11h21.

O governo brasileiro encaminhará à Organização Internacional de Epizootias (OIE), em Paris, um documento atestando que as áreas produtoras de frango no país estão livres da doença de newcastle, uma espécie de gripe que ataca as aves. A incidência da doença é fator de restrição ao avanço das vendas do país ao exterior. Instrução normativa neste sentido foi assinada nesta segunda-feira (1/9) pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues. Segundo ele, a erradicação é resultado e um longo trabalho de defesa sanitária e abre novas chances de comercialização.

De acordo com as estimativas da Associação Brasileira dos Exportadores de Franco (ABEF), com o fim da newcastle, a receita poderá ser ampliada em cerca de US$ 200 milhões. Esse volume foi calculado com base nas projeções de vendas para Estados Unidos, Canadá e Ásia, países que exigem o certificado de erradicação. Há mais cinco anos não há registro da doença nas zonas produtoras do Brasil.

A certificação de sanidade abrange oito estados, além do Distrito Federal. São eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás. O Brasil é o segundo maior exportador de frangos do mundo; perde apenas para os Estados Unidos. Com clientes espalhados por 80 países, no ano passado o Brasil exportou cerca de US$ 1,5 bilhão e, no primeiro semestre deste ano, US$ 918 milhões. As informações são da Agência Brasil.

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