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Fiesp prevê para 2º semestre medidas para a indústria

Mudanças só devem ser lançadas quando o governo começar a se preocupar menos com a inflação, diz o diretor Paulo Francini

São Paulo - O conjunto de medidas em estudo pelo governo Dilma Rousseff com o objetivo de diminuir os impactos da apreciação cambial sobre a atividade da indústria só deve ser lançado a partir do segundo semestre, quando o governo deverá começar a se preocupar menos com a inflação. A previsão é do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini.

De acordo com ele, a entidade tem acompanhado os estudos e as negociações em torno das medidas. Entretanto, disse, "a discussão estava mais acesa 60 dias atrás do que está hoje". Isso, de acordo com Francini, porque de lá para cá entrou no radar do governo a preocupação em conter a inflação. "Todas as medidas esbarram na cautela com a inflação, e ainda tem a questão fiscal", lamentou.

O conjunto de medidas, segundo afirmou no começo deste mês o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, deverá incluir desonerações e pesados incentivos à inovação e aos investimentos, além do reforço nas linhas de financiamento para a exportação. Mas a avaliação de Francini é de que, enquanto o foco da equipe econômica estiver na inflação, as medidas não sairão. "Eu acho que as discussões voltarão a campo só a partir do segundo semestre. É o mais propício", explicou, acrescentando que quando isso acontecer o ministro Pimentel poderá anunciar medidas como proteção à indústria e antidumping.

Apesar de estar vendo as discussões se transferirem para a segunda metade do ano, Francini disse não estar cético quanto ao resultado que poderá sair dos estudos em andamento pelo governo. Quanto à possível dificuldade de alguns setores da indústria em cumprir parte do pacote, que prevê investimentos em inovação, o diretor da Fiesp afirmou não ver grandes problemas. De acordo com ele, na questão de compra de máquinas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continua aberto para fazer os financiamentos necessários e o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) foi renovado.

"A questão da competitividade, sim, é um grande problema por conta do câmbio", disse Francini, para quem as medidas de restrição à entrada de capital externo no Brasil, como a tributação via Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), levaram os dólares a passarem a entrar no País disfarçados de Investimento Estrangeiro Direto (IED), mantendo o câmbio apreciado e favorecendo o ingresso de produtos importados em território nacional.

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