Economia

FGV: índice de preço da baixa renda cai 0,31% em junho

Mesmo com deflação, o índice acumula altas de 3,65% no ano e de 6,16% em 12 meses

Inflação do preço dos Transportes caiu de 1,02% para 0,19% (Wikimedia Commons)

Inflação do preço dos Transportes caiu de 1,02% para 0,19% (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 8 de julho de 2011 às 08h42.

Rio de Janeiro - As famílias de baixa renda tiveram deflação em junho. É o que mostrou o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), usado para apurar o impacto de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos, e que mostrou queda de 0,31% em junho, após avançar 0,56% em maio. Com este resultado, o índice acumula altas de 3,65% no ano e de 6,16% em 12 meses.

A taxa do IPC-C1 em junho ficou abaixo da variação média de preços entre famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos, mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que caiu 0,18% no mesmo mês. A FGV informou ainda que as taxas de inflação acumuladas do IPC-C1 foram menores do que as apresentadas pelo IPC-BR, que acumula elevações de 3,80% e de 6,40%, respectivamente no ano e em 12 meses até junho.

Cinco das sete classes de despesa usadas para o cálculo do índice tiveram decréscimos em suas taxas de variação, de maio para junho. É o caso de Alimentação (de 0,08% para -1,20%), Transportes (de 1,02% para 0,19%), Habitação (de 1,15% para 0,32%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,56% para 0,35%) e Despesas Diversas (de 0,24% para 0,11%). Em contrapartida, houve acelerações de preços nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de -0,07% para 0,39%) e Vestuário (de 0,72% para 0,77%).

Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas elevações de preços foram detectadas em tomate (7,18%); aluguel residencial (0,85%); e tarifa de ônibus urbano (0,26%). Já as mais expressivas quedas foram registradas em batata-inglesa (-19,26%); cenoura (-31,13%); e laranja pera (-18,07%).

Acompanhe tudo sobre:Setor de transporteTransporte e logísticaPreçosFamília

Mais de Economia

Oriente Médio perderá US$ 4,3 bilhões em 2026 no setor aéreo, prevê Iata

Aéreas vão gastar US$ 100 bi a mais com combustível e lucro cai pela metade, diz Iata

Corte de voos segue em análise, especialmente em rotas no interior, diz CEO da Azul

Passagens aéreas devem seguir mais caras pelo resto do ano, diz CEO da Latam