Economia

FGV: confiança do consumidor sobe 2,1 pontos em julho

Indicador, porém, vinha de três meses consecutivos de retração

FGV: confiança do consumidor subiu 2,1 pontos em julho ante junho, na série com ajuste sazonal (Paulo Whitaker/Reuters)

FGV: confiança do consumidor subiu 2,1 pontos em julho ante junho, na série com ajuste sazonal (Paulo Whitaker/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 24 de julho de 2018 às 09h12.

Rio - A confiança do consumidor subiu 2,1 pontos em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira, 24, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) passou de 82,1 pontos em junho para 84,2 pontos em julho. O indicador, porém, vinha de três meses consecutivos de retração. Em junho, o recuo tinha sido de 4,8 pontos ante maio.

"Normalmente, após a ocorrência de choques como o de maio, a confiança dos agentes é afetada negativamente num primeiro momento e se recupera em seguida. Embora seja uma boa notícia, a recuperação apenas parcial de julho sugere que o ritmo lento da economia e do mercado de trabalho continua pesando bastante nas avaliações do consumidor", avaliou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor, em nota oficial.

Em julho, o Índice de Situação Atual (ISA) aumentou 2,3 pontos, para 74,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) cresceu 1,9 ponto em relação ao mês anterior, para 91,9 pontos, após três meses de quedas.

O item que mede o grau de satisfação com a situação econômica no momento atual teve elevação de 0,7 ponto em julho, para 78,1 pontos. O item sobre a situação financeira atual avançou 3,9 pontos, para 70,7 pontos, recuperando parte das perdas sofridas em junho.

Com relação às perspectivas para os próximos meses, o otimismo em relação à economia nos seis meses seguintes diminuiu 0,3 ponto, para 102,3 pontos. O indicador da situação financeira futura das famílias melhorou 1,1 ponto, para 92,2 pontos.

A intenção de compras de bens duráveis avançou 4,5 pontos na passagem de junho para julho, para 82,1 pontos, o quesito que mais contribuiu para a alta do ICC no mês. "A melhora, no entanto, ainda é tímida na comparação com a perda acumulada de 12,4 pontos nos três meses anteriores", alertou a FGV, na nota.

Houve ligeira recuperação da confiança em todas as classes de renda pesquisadas, exceto para os consumidores com renda familiar mais elevada, que recebem mais de R$ 9.600,00 mensais. Nesse grupo familiar, o índice teve queda pelo quarto mês consecutivo, acumulando uma perda de 11,3 pontos no período.

A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.854 domicílios em sete capitais, com entrevistas feitas entre os dias 2 e 19 de julho.

Acompanhe tudo sobre:ConsumidoresFGV - Fundação Getúlio VargasConfiançaNível de confiança

Mais de Economia

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 5ª vez consecutiva

Após ata, aposta por corte de 0,5 ponto na Selic em março ganha força

Carlos Antonio Rocca, fundador do Cemec-Fipe, morre aos 85 anos

R$ 88 bi do PIB e 640 mil empregos: os impactos do fim da escala 6x1