Economia

Exportações de carne de suíno e frango caem no semestre

Entretanto, apesar do volume de carnes exportadas ter reduzido, a receita cresceu, tanto para frangos como para suínos

Carnes: foram comercializadas 2,121 milhões de toneladas de frango no 1º semestre de 2017 (Ricardo Rojas/Reuters)

Carnes: foram comercializadas 2,121 milhões de toneladas de frango no 1º semestre de 2017 (Ricardo Rojas/Reuters)

AB

Agência Brasil

Publicado em 11 de julho de 2017 às 20h04.

Quatro meses após a Operação Carne Fraca, os níveis de exportações de carne de frango, de suíno e ovos estão próximos ao período anterior da investigação.

A análise é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) com base nos resultados do primeiro semestre do ano, divulgados hoje (11).

Deflagrada em 17 de março, a operação apura participação de agentes públicos em suposto esquema de fraude na fiscalização de alimentos com indícios de adulteração.

A ABPA reúne empresas e entidades das cadeias agroindustriais de aves, ovos e suínos de todo o Brasil.

Apesar de o volume de carnes exportadas ter reduzido, a receita cresceu, tanto para frangos como para suínos.

Foram comercializadas 2,121 milhões de toneladas de frango nos primeiros seis meses do ano, um decréscimo de 6,4% em relação aos 2,226 milhões de toneladas comercializadas no primeiro semestre de 2016.

A receita, por sua vez, aumentou 5,9%, passando de US$ 3,384 bilhões para US$ 3,583 milhões.

O Oriente Médio, principal destino do frango brasileiro, importou 716,5 mil toneladas, volume 10% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Na carne suína, as receitas cresceram ainda mais: 28,5%. Foram negociados US$ 634 milhões em 2016 e US$ 815 milhões em 2017.

Em relação ao volume de suínos, foram 353 mil toneladas em 2016 e 343 mil toneladas neste ano, uma redução de 2,8%.

A venda de ovos, no entanto, teve redução no volume (-55%) e na receita (-53%).

O volume passou de 7,5 mil toneladas para 3,3 mil toneladas neste ano. O faturamento nos primeiros seis meses do ano ficou em US$ 4,7 milhões.

"A menor oferta internacional de produtos, decorrente de diversos fatores - como os focos de influenza aviária [gripe aviária], inclusive, em diversos grandes exportadores - foram determinantes para uma melhora no preço internacional do setor, o que permitiu obter níveis de receita cambial favoráveis, especialmente neste momento em que nossas exportações se reorganizavam após as suspensões dos embarques", justifica nota da ABPA.

A entidade destaca ainda que a "boa" oferta de milho e soja colabora com a cadeia agroindustrial.

"Diferentemente do ocorrido em 2016, [a oferta de milho e soja] proporciona ao setor, neste ano, melhores condições de competitividade", aponta.

A ABPA prevê que, considerando a recuperação da imagem internacional do setor, o segmento terá um crescimento de 1% no volume de carnes comercializadas internacionalmente em 2017, na comparação com o ano anterior.

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