Economia

Diretor do BC prevê aumento de gastos públicos para este ano

Banco Central manteve a expectativa de que a política fiscal sairá da posição expansionista para a neutralidade


	Carlos Hamilton Araújo: “a hipótese com a qual trabalhamos é de neutralidade [na política fiscal], mas o risco é de que não seja”
 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Carlos Hamilton Araújo: “a hipótese com a qual trabalhamos é de neutralidade [na política fiscal], mas o risco é de que não seja” (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 29 de setembro de 2014 às 17h00.

Brasília - As contas públicas podem apresentar aumento de gastos este ano. De acordo com o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, há risco de a política fiscal ser considerada expansionista, com aumento de despesas.

A avaliação sobre política fiscal é feita com base no conceito chamado superávit primário estrutural, cálculo feito com base na exclusão de receitas e despesas extraordinárias, assim como das decorrentes dos ciclos econômicos. Por esse conceito, é possível dizer se a política fiscal é neutra, expansionista ou contracionista.

Conforme o diretor, no Relatório de Inflação, divulgado hoje (29), o BC manteve a expectativa de que a política fiscal sairá da posição expansionista para a neutralidade, mas há “risco” dessa hipótese não se concretizar este ano. “A hipótese com a qual trabalhamos é de neutralidade, mas o risco é de que não seja”, ressaltou o diretor. “Para 2015, as evidências indicam que nossa hipótese se confirmará”, acrescentou.

Araújo não respondeu se a meta de superávit primário, economia para o pagamento de juros da dívida pública, de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), será alcançada. Segundo ele, a pergunta deve dirigida a autoridades fiscais, uma vez que o BC só trabalha com superávit primário estrutural.

No Relatório de Inflação divulgado em junho, o BC afirmou que o superávit primário gerado pelo setor público no primeiro quadrimestre do ano mostrou-se consistente com a meta. Já no documento divulgado hoje, retirou a afirmação.

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