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Dilma critica atuação do Federal Reserve

O Fed sinalizou recentemente que pretende reverter a política monetária frouxa adotada ao longo dos últimos anos nos Estados Unidos

Dilma Rousseff e Barack Obama em reunião do G-20 na Rússia: Dilma criticou a má comunicação do banco americano sobre a mudança (REUTERS/Grigory Dukor)
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Da Redação

Publicado em 6 de setembro de 2013 às 11h48.

São Petersburgo, Rússia - A presidente Dilma Rousseff criticou a atuação do Federal Reserve ( Fed , o banco central norte-americano) que sinalizou recentemente que pretende reverter a política monetária frouxa adotada ao longo dos últimos anos nos Estados Unidos.

Em meio a uma confusão diplomática com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pela suspeita de espionar o governo brasileiro, Dilma disse que "houve um problema de comunicação (do Fed) com o mercado".

Segundo Dilma, o tema foi debatido pelos membros da reunião de cúpula do G-20, em especial os países em desenvolvimento e emergentes.

"Isso foi muito insistido pelos países: para que houvesse melhor comunicação com os mercados e para que houvesse uma transição mais tranquila", disse, após observar que muitos países emergentes viram "perda de valor de ativos" com o início da sinalização de reversão da política monetária dos EUA.

"Ninguém ficou discutindo se cabia ou não cabia essa medida. Mudou a conjuntura. Foi dado que essa é uma decisão doméstica, mas que há spill over (transbordamento da medida). Não é uma avaliação de valor. É diferente, é um outro tipo de postura. Mas tem de tomar providência. Não pode nem comunicar mal, nem fazer uma transição abrupta", disse Dilma.

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Em meio a uma confusão diplomática com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pela suspeita de espionar o governo brasileiro, Dilma disse que "houve um problema de comunicação (do Fed) com o mercado".

Segundo Dilma, o tema foi debatido pelos membros da reunião de cúpula do G-20, em especial os países em desenvolvimento e emergentes.

"Isso foi muito insistido pelos países: para que houvesse melhor comunicação com os mercados e para que houvesse uma transição mais tranquila", disse, após observar que muitos países emergentes viram "perda de valor de ativos" com o início da sinalização de reversão da política monetária dos EUA.

"Ninguém ficou discutindo se cabia ou não cabia essa medida. Mudou a conjuntura. Foi dado que essa é uma decisão doméstica, mas que há spill over (transbordamento da medida). Não é uma avaliação de valor. É diferente, é um outro tipo de postura. Mas tem de tomar providência. Não pode nem comunicar mal, nem fazer uma transição abrupta", disse Dilma.

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