Economia

Desemprego: a hora mais escura

O teólogo inglês Thomas Fuller dizia que a “noite é sempre mais escura antes do amanhecer”. A frase ilustra o drama do desemprego no Brasil. O IBGE divulga hoje dados da Pesquisa Nacional por Análise de Domicílio Contínua (Pnad) de junho e os analistas esperam um novo aumento, com a taxa de desemprego em 11,3%, crescimento de […]

DESEMPREGO: a Pnad Contínua divulga hoje novos números de desemprego no Brasil e o esperado não é muito animador / Mario Tama/Getty Images (Mario Tama/Getty Images)

DESEMPREGO: a Pnad Contínua divulga hoje novos números de desemprego no Brasil e o esperado não é muito animador / Mario Tama/Getty Images (Mario Tama/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 28 de julho de 2016 às 20h39.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h34.

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O teólogo inglês Thomas Fuller dizia que a “noite é sempre mais escura antes do amanhecer”. A frase ilustra o drama do desemprego no Brasil. O IBGE divulga hoje dados da Pesquisa Nacional por Análise de Domicílio Contínua (Pnad) de junho e os analistas esperam um novo aumento, com a taxa de desemprego em 11,3%, crescimento de 0,1 ponto percentual da taxa atual. E vai piorar ainda mais.

A consultoria LCA prevê uma taxa média de desemprego em 12,9%, para o ano que vem. A taxa de desemprego é um dos últimos indicadores a apresentar melhora em qualquer crise. Isso porque demora até as empresas reduzirem seus estoques, voltarem a produzir, e a contratar. No Brasil, se tudo der certo, a melhora vem só em 2018.

O desemprego vem crescendo desde janeiro de 2015, e só este ano já registra um aumento de 2 pontos percentuais. Segundo a pesquisa Caged, divulgada na quarta-feira, são mais de 530.000 postos de trabalho cortados em 2016, sendo 91.000 em junho. Ainda assim, ontem o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, na contramão das previsões, afirmou que espera uma melhora do mercado de trabalho a partir de setembro.

O economista norte-americano Arthur Okun, antigo conselheiro da Casa Branca, afirma, em sua Lei de Okun, que o crescimento de um país deve ser entre 2 e 3% para diminuir em 1% a taxa de desemprego. O Fundo Monetário Internacional estima que a economia brasileira vai encolher 3,3% este ano e crescer 0,5% em 2017. No governo, fala-se num avanço de até 2% no ano que vem. Seja como for, o amanhecer do emprego será lento, muito lento.

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