Economia

Defasagem do diesel ainda é de 9% e a da gasolina é de 7%, diz Abicom

Para equiparar os preços, a Petrobras teria de elevar em R$ 0,37/litro para a gasolina e em R$ 0,47/ para o diesel

Gasolina e diesel: nos postos de abastecimento esses valores são acrescidos dos impostos e das margens de lucro da Petrobras (Alexandre Battibugli/Exame)

Gasolina e diesel: nos postos de abastecimento esses valores são acrescidos dos impostos e das margens de lucro da Petrobras (Alexandre Battibugli/Exame)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 25 de outubro de 2021 às 15h43.

Última atualização em 25 de outubro de 2021 às 15h56.

Apesar dos aumentos para a gasolina e o diesel anunciados nesta segunda-feira, 25, pela Petrobras, os preços continuam defasados em relação aos praticados no mercado internacional, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo. Ele informou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que a gasolina está com o preço no mercado interno 7% abaixo do exterior, e do diesel, 9%. Para equiparar os preços, a Petrobras teria de elevar o preço em 0,37 real/litro para a gasolina e em 0,47 real/litro para o diesel.

A Petrobras informou que a partir da terça, 26, a gasolina terá aumento de 7% nas refinarias e o diesel de 9,2%, passando a custar, respectivamente, 3,19 e 3,34 reais por litro. Os aumentos foram de 0,21 real/l e 0,28 real/l, pela ordem.

Nos postos de abastecimento esses valores são acrescidos dos impostos e das margens de lucro da Petrobras, distribuidores e revendedores. Ainda pesam no preço as misturas de etanol, no caso da gasolina (27%), e do biodiesel no diesel (10%).

Em comunicado, a Petrobras disse na semana passada que as distribuidoras encomendaram mais combustíveis para novembro do que de costume, e que não teve tempo de se preparar para esse incremento, o que deveria ser feito pelos importadores. Segundo a Petrobras, comparado com novembro de 2019, a demanda por diesel aumentou 20% e a de gasolina, 10%.

Segundo Araújo, os importadores podem se programar para atender a essa demanda extra, mas para isso precisa que a Petrobras informe a real situação do mercado. Para novembro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já garantiu o abastecimento.

A dúvida agora é dezembro, segundo o presidente da Abicom. "Se a Petrobras comunicar para as distribuidoras quais serão os volumes disponibilizados por suas refinarias para o mês de dezembro com antecedência, será possível realizar importações para garantir o abastecimento do mercado", afirmou.

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