Construção ajuda emprego privado nos EUA em fevereiro

Número de trabalhadores contratados cresceu mais que o esperado mesmo com impostos mais altos no país

Washington - Os empregadores dos Estados Unidos contrataram mais trabalhadores do que o esperado em fevereiro, reforçando as esperanças de que o crescimento no emprego estava melhorando no período, apesar de impostos mais altos e de cortes profundos de gastos governamentais.

Um outro relatório divulgado nesta quarta-feira sinalizou que a força na indústria permaneceu intacta, o que deve ajudar a apoiar a economia após a produção quase não ter crescido nos três últimos meses de 2012.

O setor privado dos Estados Unidos abriu 198 mil postos de trabalho em fevereiro, mostrou o Relatório Nacional de Emprego da ADP nesta quarta-feira, superando a expectativa de economistas, que apontava para 170 mil.

Somando-se ao forte teor do relatório, a contagem de janeiro foi revisada para mostrar mais 23 mil empregos do que o anteriormente anunciado.

"Parece que a geração de emprego continua a melhorar, e no ritmo atual, deve ser suficiente para começar a derrubar o desemprego", disse o economista-chefe da Moody's Analytics, Mark Zandi. A taxa de desemprego está atualmente em 7,9 por cento.

"Em uma economia a todo vapor de verdade, nós estaríamos criando perto de 300 mil empregos por mês ou em um horizonte próximo disso. Então, nós não estamos lá ainda, mas nós estamos caminhando na direção correta", completou.


O número é um bom sinal para o relatório de emprego mais amplo do governo, a ser divulgado na sexta-feira e que abrange também o setor público.

Um ganho sólido nos empregos do setor da construção também reforçou os sinais recentes de melhora no mercado imobiliário. Os preços das moradias têm subido desde fevereiro, e, no ano passado, o setor contribuiu para o crescimento geral dos EUA pela primeira vez desde 2005.

Um relatório separado do Departamento do Comércio mostrou ainda que as novas encomendas de bens industriais nos EUA caíram em janeiro, uma vez que a demanda por equipamentos de transporte enfraqueceu.

O órgão informou que as encomendas de bens industriais recuaram 2 por cento. Economistas consultados pela Reuters tinham previsto uma queda de 2,2 por cento nas encomendas, após um registro de alta de 1,8 por cento em dezembro.

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