Economia

Confiança da construção recua 4,6%, apura a FGV

O resultado geral da pesquisa sinaliza um ritmo de atividade econômica moderado para o setor no terceiro trimestre de 2013


	Prédio em construção: dos 11 segmentos pesquisados, seis apresentaram melhora no indicador interanual trimestral
 (Wikimedia Commons)

Prédio em construção: dos 11 segmentos pesquisados, seis apresentaram melhora no indicador interanual trimestral (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 25 de setembro de 2013 às 09h24.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 4,6% no trimestre encerrado em setembro ante o mesmo período de 2012. O resultado interrompe a tendência declinante do índice que, na mesma base de comparação, havia recuado 4,7% em agosto, 4,0% em julho e 3,6% em junho. Segundo a instituição, o resultado geral da pesquisa sinaliza um ritmo de atividade econômica moderado para o setor no terceiro trimestre de 2013.

O ICST em setembro se deveu a movimentos em sentidos opostos dos indicadores que o compõem: enquanto o Índice da Situação Atual (ISA) passou de -8,5%, em agosto, para -6,7%, em setembro, na comparação trimestral interanual, o Índice de Expectativas (IE) passou de -1,4% para -2,8%, na mesma base de comparação.

A comparação interanual mensal - um mês sobre o mesmo mês do ano anterior - apresentou movimento semelhante, com o ISA registrando significativa melhora, ao passar de -8,6%, em agosto, para -4,1%, em setembro, enquanto o IE acentuou o queda: foi de -2,5% para -5%.

Dos 11 segmentos pesquisados, seis apresentaram melhora no indicador interanual trimestral, com destaque para Preparação do Terreno (de -7% em agosto para -4,9% em setembro) e Obras de Montagem (-15,2% para -13,5%).

A melhora relativa do ISA em setembro foi influenciada pelo quesito situação atual dos negócios, de -10,3% em agosto para -8,4% em setembro. Das 700 empresas consultadas, 24,6% avaliaram a situação atual como boa no trimestre findo em setembro, contra 27,2% no mesmo período ano anterior. Já 17,3% das empresas consideraram que a situação está ruim, ante 10,1% em setembro de 2012.

O quesito que mede o grau de otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes foi o que exerceu a maior pressão negativa sobre o IE. A variação interanual trimestral deste quesito passou de -2,3%, em agosto, para -3,7%, em setembro. A proporção de empresas prevendo melhora da situação no trimestre findo em setembro é de 37,7%, contra 40,9% no mesmo período em 2012, enquanto a parcela das que estão prevendo piora foi de 6,1%, contra 4,2%, em agosto do ano passado.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasIndústrias em geralIndústriaFGV - Fundação Getúlio VargasConfiançaConstrução civil

Mais de Economia

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%

Prévia do PIB: IBC-Br cai 0,2% em julho com recuo do agro