Conferência da OMC busca consenso necessário

A conferência ministerial que a Organização Mundial do Comércio (OMC) vai estender as negociações provavelmente até amanhã

Bangcoc - A conferência ministerial que a Organização Mundial do Comércio (OMC) realiza na ilha de Bali, na Indonésia, vai estender as negociações provavelmente até amanhã, ao invés de concluí-la nesta sexta-feira, para tentar o consenso necessário que vai permitir a retomada da Rodada de Doha.

A reunião, que começou na terça-feira, estava prevista para terminar hoje às 5h (de Brasília) mas, no entanto, a maioria dos ministros participantes estão estendendo sua estadia até amanhã.

"Ninguém quer sair de Bali com as mãos vazias", disse um funcionário do alto escalão do governo indonésio citado pelo jornal local "Jakarta Post".

Os 159 membros da OMC chegaram a um consenso em oito dos dez pontos da agenda, mas a Índia rejeita os textos em segurança alimentar e em facilitação do comércio, e os Estados Unidos também não se mostraram dispostos a se aproximar da posição de Nova Délhi.

O ministro do Comércio e Indústria da Índia, Anand Sharma, argumentou, assim como em seu discurso diante da sessão plenária na última quarta-feira, que seu país não pode se esquecer dos pobres, que a segurança alimentar não é negociável e que "é melhor não ter acordo nenhum, do que ter um acordo ruim".

A Índia quer conservar o sistema de subsídios sobre os produtos agrícolas para que estes possam ser vendidos a preços acessíveis para os mais pobres, o que transgride a liberalização do comércio proposta pela OMC.

O diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, e o ministro do Comércio da Indonésia, Gita Wirjawan, se reuniram ontem à noite com Sharma e Michael Froman, representante de Comércio Exterior dos Estados Unidos, para tentar aproximar suas posições, e as tentativas continuam hoje.

A OMC chegou a Nusa Dua, cidade de Bali, sem nenhum pré-acordo após ter fracassado nas conversas mantidas em Genebra no final de novembro e com a difícil tarefa de retomar a Rodada de Doha, estagnada desde 2008.

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