Economia

CNI e Fiesp avaliam como acertada a decisão do Copom

Para a CNI, a tentativa de combater a inflação elevando os juros poria em risco a recuperação da economia

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 6 de março de 2013 às 21h16.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília e São Paulo - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o fraco desempenho da economia em 2012, com crescimento de apenas 0,9%, justifica como acertada a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de manter a taxa Selic em 7,25% ao ano.

Para a entidade, entretanto, combater a inflação com a elevação dos juros põe em sério risco a recuperação da atividade econômica sinalizada neste início de ano. "Na visão da CNI, o uso da política monetária como único instrumento de combate à inflação coloca em sério risco a retomada da atividade econômica em curso", cita nota divulgada nesta noite pela confederação.

Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, também classificou como acertada a decisão do Copom em manter a taxa de juros em 7,25% ao ano. "O Brasil não precisa de aumento de juros, mas de aumento de produção. Aqueles que nesse momento e com essa conjuntura econômica ainda defendem aumento na taxa de juros não estão interessados no desenvolvimento do País, mas no ganho fácil que vem do rentismo", disse Skaf em comunicado.

Para o dirigente, o Brasil precisa de mais produção, menos impostos, menos juros, menos burocracia, melhoria de infraestrutura, redução no preço do gás, ampliação do crédito, câmbio mais estável acima de R$ 2,00 e logística eficiente.

Acompanhe tudo sobre:EstatísticasIndicadores econômicosJurosSelicCNI – Confederação Nacional da IndústriaCopom

Mais de Economia

Sem ajuste fiscal no Lula 4, Selic deve ficar alta por mais tempo, diz relatório

Aneel mantém bandeira verde: entenda o que isso muda na sua conta de luz

Desemprego cai a 5,2% no Brasil, menor taxa para um 3º trimestre desde 2012

CBS de 11,3% surpreende e acende alerta para IVA de 30%, dizem tributaristas