Clima para negócios melhora no Brasil, diz FGV

Clima para negócios na América Latina chegou em outubro ao menor nível registrado desde julho de 2009, mas melhorou no Brasil

Rio de Janeiro - Em queda, o clima para negócios na América Latina chegou em outubro ao menor nível registrado desde julho de 2009, mas melhorou no Brasil, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo instituto Ifo.

O chamado Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina caiu de 84 pontos, em julho, para 80, em outubro, segundo o levantamento realizado trimestralmente pela FGV/Ifo com 1.108 especialistas de 120 países.

Apesar do índice do Brasil ter subido de 55 pontos, em julho, para 57, em outubro, o país tem o terceiro pior nível entre os países analisados e superou a Argentina, cujo índice caiu de 57 para 47 pontos nos últimos três meses.

O índice na América Latina ficou nos mesmos 80 pontos em que estava há pouco mais de cinco anos, em julho de 2009, quando a região sofria os efeitos da crise econômica internacional.

O ambiente para os negócios caiu gradualmente na região. Dos 95 pontos registrados em janeiro, caiu para mais de 20% abaixo da média dos últimos dez anos (102 pontos) em outubro. Segundo a FGV, a queda foi provocada principalmente pela má avaliação dos especialistas sobre a situação econômica.

Enquanto o chamado Índice de Situação Atual (ISA) caiu de 72 pontos em julho para 64 em outubro, o Índice de Expectativas (IE), que oferece uma projeção para os seis meses seguintes, se manteve estável em 96 pontos no mesmo período.

De acordo com o estudo, esse foi o quarto trimestre consecutivo que o índice de clima econômico da América Latina se manteve em um nível considerado como desfavorável.

Segundo a FGV/Ifo, o clima para os negócios na América Latina manteve a mesma tendência negativa da economia mundial, cujo índice caiu de 130 pontos em julho para 112 em outubro. Apesar dessa retração, o clima para os negócios no mundo se mantém no nível considerado como propício.

O estudo atribuiu a queda do índice na América Latina principalmente à piora da avaliação de México, Chile e Colômbia.

O índice de clima econômico para o México caiu de 102 pontos em julho para 97 pontos em outubro e entrou na zona desfavorável; o do Chile caiu de 89 para 75 pontos nos últimos três meses; e o da Colômbia foi de 131 para 117 pontos no mesmo período.

Dos 11 países analisados, o que alcançou o melhor índice em outubro foi Paraguai, com 125 pontos, frente aos 105 de julho, seguido pela Bolívia, onde o índice subiu de 113 para 124 pontos nos últimos três meses.

Em seguida se situaram Peru (115), México (97), Uruguai (95), Equador (84) e Chile (75). A Venezuela, onde desde julho de 2013 o índice se mantém em 20 pontos, continua com o nível mais baixo de toda a região.

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