China pode ultrapassar EUA e liderar venda para o Brasil

Entre janeiro e setembro, importações chinesas foram maiores que as americanas

	Exportações brasileiras caíram 4,9% em relação aos primeiros nove meses de 2011; as importações, caíram 1,2%
 (Germano Lüders/EXAME.com)
Exportações brasileiras caíram 4,9% em relação aos primeiros nove meses de 2011; as importações, caíram 1,2% (Germano Lüders/EXAME.com)
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Beatriz OlivonPublicado em 02/10/2012 às 11:33.

São Paulo – Entre janeiro e setembro deste ano, o Brasil importou mais produtos chineses do que norte-americanos. O dado indica que a China pode ultrapassar os Estados Unidos em 2012 e tornar-se o maior fornecedor de produtos para o Brasil. O país já é o principal destino das nossas exportações

Entre janeiro e setembro de 2012, o Brasil importou pouco menos de 165 bilhões de dólares em produtos. Do total, 15,2% veio da China (ante 14,5% em 2011) e 14,5% veio dos Estados Unidos (ante 15,0% no mesmo período de 2011). O Brasil importou o equivalente a 25 bilhões de dólares da China nos primeiros nove meses desse ano, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. 

As importações brasileiras são dominadas por matérias-primas e intermediários, que correspondem a 44,9% do total. Na sequência, vem bens-de capital, com uma participação de 21,8% e bens de consumo, com 17,6%.

A China é o principal destino das exportações brasileiras. Dos cerca de 180 bilhões de reais que o Brasil exportou no período, 17,9% foram para esse destino, quase o mesmo de 2011 (17,7%). A União Europeia respondeu por 20,2% do total, pouco abaixo de sua participação no mesmo período de 2011 (20,9%). A participação dos Estados Unidos, por sua vez, cresceu, passando de 9,8% do total para 11,5%.  

Das exportações, 47,7% foram de produtos básicos (com destaque para o Minério de Ferro), 36,8% de manufaturados (destaque para óleos combustíveis e aviões), 13,2% de semimanufaturados (destaque para açúcar bruto) e 2,3% foram operações especiais. No geral, as exportações brasileiras caíram 4,9% em relação aos primeiros nove meses de 2011. As importações, caíram 1,2%.