Economia

China é forte para resistir à instabilidade, diz FMI

"Acreditamos que a economia chinesa é resistente e suficientemente forte para suportar esse tipo de variação significativa nos mercados", disse Lagarde


	A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI): Lagarde destacou que a bolsa de Xangai ainda reflete uma alta de 80% em relação há um ano atrás
 (Nicholas Kamm/AFP)

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI): Lagarde destacou que a bolsa de Xangai ainda reflete uma alta de 80% em relação há um ano atrás (Nicholas Kamm/AFP)

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Da Redação

Publicado em 29 de julho de 2015 às 16h12.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde disse nesta quarta-feira que a China pode resistir à instabilidade que atinge seus mercados financeiros.

"Acreditamos que a economia chinesa é resistente e suficientemente forte para suportar esse tipo de variação significativa nos mercados", afirmou em uma coletiva de imprensa realizada pela internet.

Lagarde destacou que a bolsa de Xangai -que fechou nesta quarta-feira em alta de quase 3,5%, em resposta à queda de quase 11% nas três últimas sessões - ainda reflete uma alta de 80% em relação há um ano atrás.

"É um mercado que está crescendo de forma extraordinária", afirmou. "É um mercado relativamente jovem e onde há um elemento de aprendizagem" entre os investidores, as companhias e as autoridades.

A China tem implementado uma ampla política de compra de ações no mercado para tentar frear as turbulências e manter um nível suficiente de liquidez.

"O fato de que queiram manter um nível de liquidez proporcional a um processo ordenado também é bastante bom", afirmou Lagarde, indicando que esse intervencionismo não influirá na integração da China no sistema financeiro internacional.

O FMI estuda acrescentar o yuan ao pacote de divisas que compõe sua unidade de conta (os Direitos Especiais de Giro ou SDR), junto com o dólar, o euro, a libra e o iene.

"Continuaremos (com esse trabalho) e não nos desviaremos devido a algumas turbulências financeiras", assegurou Lagarde.

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