Economia

China buscará crescimento de qualidade e aumento de importações

As autoridades chinesas avançarão na reforma estrutural das empresas de propriedade estatal

Presidente da China: o gigante asiático fomentará as importações para equilibrar o comércio exterior (Fred Dufour/Reuters)

Presidente da China: o gigante asiático fomentará as importações para equilibrar o comércio exterior (Fred Dufour/Reuters)

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EFE

Publicado em 20 de dezembro de 2017 às 09h42.

Pequim - A China se centrará em "promover um desenvolvimento de qualidade" através de novos fatores de crescimento e fomentará as importações para equilibrar seu comércio exterior até 2020, segundo anunciou o Governo nesta quarta-feira após o encerramento da Conferência Econômica que começou na segunda-feira em Pequim.

Segundo o comunicado divulgado no encerramento da reunião, os dirigentes decidiram que "a China deve construir e implementar mecanismos para promover um desenvolvimento futuro de alta qualidade".

Para isso, as autoridades avançarão na reforma estrutural das empresas de propriedade estatal e farão novos esforços para "melhorar a qualidade econômica, promover a inovação, cortar o excesso de capacidade e fomentar novos fatores de crescimento".

Além disso, o gigante asiático fomentará as importações para equilibrar o comércio exterior, cortando inclusive os impostos a alguns produtos.

Estas intenções foram comunicadas no encerramento da reunião que o presidente chinês, Xi Jinping, manteve desde segunda-feira com sua equipe assessora em um hotel da capital para revisar o comportamento econômico do país em 2017 e decidir os objetivos que quer atingir no próximo ano e as medidas necessárias para isso.

No setor imobiliário, alvo de preocupação no país pelos elevados preços da moradia, foi anunciado que o Governo trabalhará para que o sistema "assegure a oferta através de distintas vias e canais" e fomentará tanto a compra como os aluguéis.

"O país desenvolverá seu mercado de aluguel, especialmente os contratos a longo prazo, protegerá o direito legal das partes envolvidas e apoiará a constituição de empresas de aluguel profissional e institucional", apontou.

Por outro lado, as autoridades tratarão de controlar os riscos do setor financeiro e tomarão medidas contra as más práticas, tentando criar um "ciclo virtuoso" por um lado entre as finanças e a economia real e, por outro, entre as finanças e o setor imobiliário.

Na reunião ficou decidido também que a política monetária dirigida pelo Banco Popular da China (banco central) continuará sendo "prudente e neutra" e que o Governo continuará com sua política fiscal "pró-ativa".

Além disso, a China dará prioridade à prevenção e ao controle da contaminação e à luta contra a pobreza.

Segundo recolheu a agência oficial "Xinhua", a Conferência Econômica deste ano, especialmente importante por ser a primeira que realizada depois do XIX Congresso do Partido Comunista de outubro, serviu para que tome forma "o pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo Econômico com Caraterísticas Chinesas para uma Nova Era".

Tudo aponta que na Conferência terá estabelecido o objetivo de crescimento do PIB da China para 2018, embora esse número não seja revelado até março, quando o primeiro-ministro, Li Keqiang, a deve anunciar plenário da Assembleia Nacional Popular.

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